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	<title>Dicionário de Favelas Marielle Franco - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-05-07T11:41:28Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://homologacao2.wikifavelas.com.br/index.php?title=Usu%C3%A1rio_Discuss%C3%A3o:Camila_Moreira&amp;diff=10571</id>
		<title>Usuário Discussão:Camila Moreira</title>
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		<updated>2021-08-27T01:22:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Camila Moreira: O presente verbete fala sobre um projeto social, Mutirão do Bem Viver (MBV), que trata-se resumidamente de uma arrecadação de cestas agroecológicas e suas doações para pessoas que precisam de alimentos, com foco em comunidades periféricas, indivíduos vulneráveis social e espacialmente e favelas ao redor do país.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p&amp;gt;Autora: Camila Brito Moreira&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;p&amp;gt;Mutirão do Bem Viver -&amp;amp;nbsp; em resposta à pandemia&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;p&amp;gt;Sociedade do Bem Viver:&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p&amp;gt;O Mutirão do Bem Viver - em resposta à pandemia, surge a partir da Sociedade do Bem Viver, realizando ações de solidariedade em diversas favelas do Brasil. A Sociedade do Bem Viver se trata de uma iniciativa que nasceu em Brasília, no ano de 2018 com o objetivo de transformar radicalmente a sociedade. A Sociedade do Bem Viver tem como princípio fundamental, “transformar radicalmente essa sociedade para construir uma sociedade do Bem Viver, onde as pessoas tenham outra relação com si próprias (compreendendo sua identidade verdadeira e seu propósito no mundo), outra relação entre a comunidade (trazendo a solidariedade, o bem comum e a felicidade como prioridades) e outra relação da própria comunidade com a Natureza (em profunda harmonia e em relações regenerativas)” (https://www.instagram.com/p/B0_K4D4ldnF/, 2019). Ela se dá a partir, principalmente, da construção de territórios coletivos e desenvolvimento tanto de hortas quanto de cozinhas comunitárias, e em paralelo também atua na ajuda de bioconstruções em territórios indígenas e quilombolas. Para as pessoas que a constroem, o futuro deve ser livre da exploração e de todo tipo de opressão, do homem com o homem e também do homem com a Natureza. O papel que a Sociedade se propõe é o de apoiar sem substituir a cultura indígena, fortalecendo os territórios em que atua, promovendo soberania alimentar e energética, propondo alternativas de segurança e mobilizando gente para trazer visibilidade, consciência socioambiental e integração do campo com a cidade. Tudo isso através de ações nas cidades, nos campos e nas florestas com um foco: criar um novo modelo de vida que faça frente ao agronegócio capitalista. Para este novo modelo a Sociedade do Bem Viver defende, dentre outras coisas, a Reforma Agrária como uma de suas pautas principais, com uma redistribuição de terras no Brasil, onde não existam terras sem serem usadas e também pessoas sem territórios para morar e trabalhar (https://www.instagram.com/p/CE7vzD6JACm/, 2020).&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p&amp;gt;E, para que isso seja possível, surge então o Mutirão do Bem Viver, na utopia de nacionalizar a Sociedade do Bem Viver, através de ações locais espalhadas pelo país.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;p&amp;gt;Mutirão do Bem Viver em resposta à pandemia (MBV):&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Com origem no Tupi antigo, mutirão significa “trabalho coletivo para o bem comum”. E é exatamente isso que o MBV se propõe, no contexto de pandemia em que vivemos, fazer ao redor do país.&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p&amp;gt;O movimento se constitui enquanto uma ação voluntária formada por diversas pessoas engajadas pela vontade de mudança em vários estados do país. O projeto tem como objetivo fazer a conexão entre campo e cidade, entre famílias produtoras de alimentos orgânicos e famílias que se encontram em situações de vulnerabilidade, seja na periferia ou nas ruas. Além disso, o projeto possui 2 fases: compra e entrega de cestas de alimentos; desenvolvimento de hortas e cozinhas comunitárias.&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Tendo seu início em março de 2020, o projeto buscou ajudar famílias e pessoas que estivessem passando dificuldades em relação à alimentação durante a pandemia do novo coronavírus, assim como também buscou ajudar os produtores de agricultura familiar, na compra de seus alimentos orgânicos. Partindo do entendimento de que muitas pessoas e comunidades inteiras voltaram para o mapa da fome devido à pandemia, não pode ser aceito que a vida continue normalmente, sem que nada seja feito para amenizar esta situação de grande parte da população brasileira. Então, as ações do MBV se basearam em arrecadar dinheiro na internet através de uma “vaquinha virtual” e com isso adquirir frutas, verduras e legumes dos pequenos agricultores, montar cestas agroecológicas (quando possível, junto de ingredientes outros como arroz, feijão macarrão e ítens de higiene) e entregar em diversas comunidades espalhadas pelo país.&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p&amp;gt;É importante pontuar que o MBV chegou às comunidades com o apoio e contato das lideranças locais, como por exemplo a líder da associação de moradores de uma das comunidades atendidas (Morro da Chácara em Niterói e Comunidade do Horto no Rio), por entender que é muito difícil atuar em uma comunidade da periferia, sem algum contato (e até mesmo suporte e legitimação) lá dentro por ser um projeto de fora. Os beneficiados pelas cestas precisavam se cadastrar para receberem as cestas através de um formulário elaborado pela Sociedade do Bem Viver, assim como os vários voluntários do MBV (pessoas das comunidades ou não) se inscreviam também via formulário e diziam se poderiam fazer as ações presencialmente ou se só poderiam ajudar de casa em funções como núcleo financeiro, mídias digitais, dentre outras funções necessárias para o projeto funcionar bem. Na cidade de Niterói, estão entre as famílias ajudadas os familiares dos alunos do colégio José Bonifácio e os moradores do Morro da Chácara enquanto que na cidade do Rio de Janeiro alguns dos locais onde ocorreram ações foram na Lapa (com moradores de rua), na Vila Autódromo e na Comunidade do Horto.&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Porém o MBV não se propõe a ser somente uma ajuda momentânea para essas pessoas e esses locais. O projeto tem como segunda fase (pode-se dizer até mesmo que seja a mais importante) o objetivo de construir, junto dos moradores das comunidades ajudadas, hortas e cozinhas comunitárias, onde eles possam plantar seus próprios alimentos e também desenvolver uma melhor relação com a Terra e com o ambiente em que vivem. Com a ideia de ser um movimento a longo prazo,&amp;amp;nbsp; desde o início o MBV atuou pensando sempre à frente, a cada ação e entrega de cestas agroecológicas eram realizadas conversas com os moradores sobre a importância da soberania alimentar e o poder que o povo tem de se apropriar de sua própria alimentação, sem depender de grandes empresas e mercados que visam a exploração e super produção de alimentos.&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Com isso, a segunda fase do Mutirão do Bem Viver busca fortalecer ainda mais a conexão entre o campo e a cidade, entre as pessoas e a Terra, com a construção coletiva de hortas comunitárias onde poderão ser plantados todos os alimentos necessários para aquela comunidade e também cozinhas comunitárias, com a intenção de unir os moradores daqueles determinados locais a trabalharem em conjunto, com cooperação e muito afeto.&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;p&amp;gt;REFERÊNCIAS:&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;p&amp;gt;Instagram da Sociedade do Bem Viver: https://www.instagram.com/sociedadedobemviver/&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;p&amp;gt;Canal do Youtube da Sociedade do Bem Viver:&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p&amp;gt;https://www.youtube.com/channel/UCIHhiQ5PNF_bxzZ9xlTtWJg/videos&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Camila Moreira</name></author>
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		<id>https://homologacao2.wikifavelas.com.br/index.php?title=Usu%C3%A1rio:Camila_Moreira&amp;diff=10557</id>
		<title>Usuário:Camila Moreira</title>
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		<updated>2021-08-26T02:07:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Camila Moreira: Um verbete sobre abrigos institucionais, com foco em abrigos infanto-juvenis e seus colaboradores da comunidade.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Autora: Camila Brito Moreira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Verbete: Casa de acolhimento para crianças em Niterói&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os abrigos:&lt;br /&gt;
Falando especificamente da cidade de Niterói, existem 4 abrigos institucionais para crianças e adultos (focarei nas crianças) em situação de vulnerabilidade, que pode ser compreendida de algumas formas. Existem muitos fatores para as crianças irem parar nesse tipo de instituição, como: abandono familiar, negligência familiar, ato infracional de pequeno porte que seja denunciado por alguém e então, compreendido pelas autoridades como falta de atenção da família, risco de morte em sua comunidade, bairro ou cidade e até mesmo por vontade própria. Assim que uma criança chega no abrigo, a primeira coisa a se tentar é que ela retorne para a família o mais rápido possível, seja para os pais ou para algum parente que aceite e possa ter a guarda dela. Caso isso não seja possível a segunda tentativa é de que a criança ou adolescente seja adotada por alguma família, se ela - a criança - quiser. Também pode acontecer da acolhida ter uma família (de sangue), mas preferir ser adotada. E por último, no caso de nenhuma dessas alternativas derem certo, nosso objetivo é preparar essa criança (durante todo o processo de estadia dela no abrigo, na verdade, mas nesse momento com mais afinco, pode-se dizer) para a vida independente quando ela precisará sair do abrigo, com 18 anos. Ajudá-la na construção de sua autonomia, independência, disciplina etc para que consiga se virar sozinha quando deixar o acolhimento. &lt;br /&gt;
	A instituição serve para que a criança seja protegida e fique em segurança até que possamos realizar alguma das alternativas citadas anteriormente. Dentro do abrigo a rotina é de diversas crianças, de diversas idades, que possuem origens às vezes parecidas e às vezes bem diferentes, se relacionando 24h por dia entre si e com os profissionais da casa. No dia a dia da casa existem os educadores sociais, as assistentes sociais, a psicóloga, as vigias, a assistente de serviços gerais e o coordenador. Fora isso, algo comum no cotidiano do abrigo são ações voluntárias, que partem muitas das vezes de pessoas ligadas à alguma igreja da região e que vão lá para dar oficinas, aulas e promoverem eventos e festas para as crianças acolhidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Colaboradores:&lt;br /&gt;
	Existem abrigos da rede privada e também existem da rede pública, que é sustentado pela prefeitura. As refeições de todo o dia são oferecidas pela prefeitura, assim como eventuais suportes e auxílios necessários na casa, como por exemplo, gás de cozinha e lâmpadas que venham a queimar. Porém, mesmo que a prefeitura forneça o básico necessário para as crianças viverem ali, é frequente a elaboração de eventos como lanches e atividades com as crianças por parte dos educadores e também dos voluntários. &lt;br /&gt;
	A relação com a igreja e os voluntários oriundos da mesma é muito forte e acaba tendo influências na própria rotina e vida pessoal das crianças de maneira notável. Os acolhidos sempre recebem doações de roupas, brinquedos e até mesmo acessórios para o uso coletivo da casa, como também são realizadas festas de aniversário de 15 anos com tudo que elas têm direito. Em paralelo com esses eventos e doações, as crianças acabam se inserindo na rotina da igreja, indo à cultos, retiros, criando uma relação forte com a bíblia e tudo que ela significa e também realizando orações em algumas ocasiões como na hora dos lanches ofertados pelos voluntários, com o objetivo de agradecer por tudo que recebem. &lt;br /&gt;
	Além de voluntarios da igreja também existem alguns outros que não possuem ligações diretamente religiosas mas que participam de ONGs e projetos sociais que têm como intenção ajudar e fazer com que a vida dessas crianças carentes em tantos aspectos da vida, seja um pouco melhor e mais feliz. Paralelamente à tudo isso também existem os padrinhos e madrinhas das crianças, que se trata de um processo institucional e burocrático, onde qualquer pessoa pode se candidatar para apadrinhar alguma criança e, dessa forma, levá-la para sair, dar presentes, levá-la para dormir e ficar um pouco em sua casa… sem de fato, adotá-la oficialmente. Não são todas as crianças que são apadrinhadas, algumas por não terem tido a oportunidade ainda e outras simplesmente por não terem vontade e não se disponibilizarem para tal. &lt;br /&gt;
	De uma forma ou de outra, o objetivo é sempre o mesmo: oferecer alternativas para essas crianças com histórias e trajetórias tão difíceis e complexas, para que elas possam ter uma perspectiva melhor de suas vidas, para que possam sonhar com diversas possibilidades de futuro e que se transformem em pessoas incríveis e donas de sua própria vida e história, com muita autonomia, responsabilidade e esperança.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Camila Moreira</name></author>
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