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	<title>Dicionário de Favelas Marielle Franco - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<title>Comunidades Ampliada de Pesquisa-Ação</title>
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		<updated>2019-05-14T19:36:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;FPivetta: Criou página com &amp;#039;&amp;amp;nbsp; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;color:#2222...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;amp;nbsp; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;color:#222222&amp;quot;&amp;gt;Autores: Marcelo Firpo de Souza Porto, Fatima Pivetta, Marize Bastos da Cunha, Lenira Zancan&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;As Comunidades Ampliadas de Pesquisa-Ação (CAP) constituem um método participativo e colaborativo de produção compartilhada de conhecimentos desenvolvido pelo Laboratório Territorial de Manguinhos (LTM), um programa de extensão no âmbito da ENSP/Fiocruz. As CAP são dispositivos voltados a produzir conhecimentos e práticas para uma&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Promoção_Emancipatória_da_Saúde &amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;Promoção Emancipatória da Saúde&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;]&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;em territórios vulnerabilizados e com exclusões radicais como as favelas &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;As favelas, assim como qualquer território em movimento marcado por exclusões e desigualdades, são vistos como lugares de lutas por reconhecimento e dignidade levadas por inúmeros coletivos, pessoas e movimentos com seus saberes e experiências. Por exemplo, ONGs, Igrejas, Associações de Moradores, organizações de mulheres, grupos de combate ao racismo e à violência, ou ainda relacionados a diversas manifestações culturais e políticas. A qualidade do território, em termos de direitos, condições de vida e saúde, expressam tais lutas em conjunto com a qualidade das ações institucionais e políticas públicas que atuam no lugar. Esta é a justificativa fundamental para a criação de comunidades ampliadas na produção de conhecimentos e práticas transformadoras.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;Um objetivo central das CAP, numa perspectiva emancipatória, é recuperar a potencialidade do princípio da participação, valorizar a autonomia, o poder de agenciamento e transformação social dos sujeitos locais. Estes são muitas vezes desconsiderados como portadores de conhecimentos e direitos por práticas acadêmicas excludentes e extrativistas. As CAP apostam na emergência do que Paulo Freire &amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt; denominou de inéditos viáveis, o tornar possível o que parece impossível, retomando a ideia da comunicação como um tornar comum, um compartilhamento de saberes, experiências e sentidos voltados à transformação e à dignidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;Uma CAP opera por meio de encontros que, num dado período, reúnem pesquisadores da comunidade científica, no caso do LTM principalmente da Fiocruz, e moradores de favelas, membros e lideranças de organizações comunitárias, além de técnicos e profissionais que atuam no território. Nesse contexto, o grupo se reúne para discutir temas e problemas, apontando soluções e alternativas de ação de curto e médio prazos. Portanto, um primeiro passo, além da construção dos laços de confiança, solidariedade e respeito entre seus participantes, é a definição de situações-problemas considerados prioritários naquele momento a partir das necessidades e saberes dos participantes da CAP, principalmente aqueles que vivem e sofrem no território.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;As CAP se realizam por meio de oficinas como estratégia principal, organizadas para permitir a confrontação e integração de saberes, experiências e perspectivas na análise e proposição de soluções para problemas socioambientais e de saúde, bem como políticas públicas relevantes. Mas também nos trabalhos de campo, encontros, conversas e reuniões que compõem as diversas formas de apreensão do território, suas questões e seus desafios. Os produtos de uma CAP contribuem nas agendas e conteúdos das lutas comunitárias e ações de promoção da saúde em inúmeras questões, como moradia, saneamento urbano, transporte e problemas de saúde como tuberculose, dengue, acidentes, enchentes e violências. Também propiciam formas criativas de circulação e apropriação de informações e saberes dentro e fora dos territórios. Isso pode ser feito por meio de diversas linguagens e instrumentos, como cadernos, relatórios, cartilhas, vídeos e outros materiais para diferentes públicos&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;, inclusive com o uso de redes sociais (facebook, WhatsApp e canais do Youtube) e participação em eventos culturais e políticos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;As CAP funcionam como espaços de mediação, confrontação e articulação de saberes acadêmicos e os saberes e experiências das pessoas que vivem, moram, trabalham e atuam nas favelas. Trata-se de um lugar de fronteiras, de encontros possíveis, traduções e articulações. As CAP, na medida do possível, devem incorporar sujeitos estratégicos por seu papel de mediação e articulação, como os agentes comunitários de saúde e os pesquisadores que moram ou são oriundos das favelas, ou ainda atuam em movimentos sociais, diluindo fronteiras rígidas. A CAP, enfim, se constitui em um caminho para compreender e buscar possíveis soluções para problemas que atingem um território.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;Nas trilhas da CAP, no entanto, não faltam conflitos e impasses cuja superação somente pode ocorrer ao longo do caminhar e que tem por base a construção da confiança e da solidariedade, ingredientes fundamentais para a busca de integração entre pesquisa e ação em contextos marcados por desigualdades, assimetrias e hierarquias excludentes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;text-autospace:none&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;Fontes&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;text-autospace:none&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;[1] PORTO, Marcelo Firpo de Souza; CUNHA, Marize Bastos; PIVETTA, Fatima; ZANCAN, Lenira; FREITAS, Jairo Dias (2016). Comunidades ampliadas de pesquisa ação como dispositivos para uma promoção emancipatória da saúde: bases conceituais e metodológicas. Ciência &amp;amp; Saúde Coletiva 21(6): 1747-1756. Disponível em: [https://doi.org/10.1590/1413-81232015216.25802015 https://doi.org/10.1590/1413-81232015216.25802015] .&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;text-autospace:none&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;[2] PORTO, Marcelo Firpo de Souza, PIVETTA, Fatima, GUIMARÃES, Gleide, ZANCAN Lenira, NASCIMENTO, Consuelo, SOUSA, Fabiana Melo, FREITAS, Jairo Dias de, CARDOSO, Ludmila, CUNHA, Marize Bastos. (2012). Produção compartilhada de conhecimento e cidadania: a experiência da comunidade ampliada de pesquisa-ação do Laboratório Territorial de Manguinhos, RJ. In: Toledo, R.F.; Jacobi, P.R. (orgs.). A pesquisa-ação na interface da saúde, educação e ambiente: princípios, desafios e experiências interdisciplinares. São Paulo: Annablume; p. 193-229.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;text-autospace:none&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;[3] FREIRE, Paulo (2001). Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Editora Paz e Terra 30ª ed.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;[4] ZANCAN, Lenira; PIVETTA, Fatima; SOUSA, Fabiana Melo; CUNHA, Marize Bastos; PORTO, &amp;amp;nbsp;Marcelo Firpo de Souza.; FREITAS, Jairo Dias. (2014) Dispositivos de comunicação para a promoção da saúde: reflexões metodológicas a partir do processo de compartilhamento da Maleta de Trabalho “Reconhecendo Manguinhos”. Interface - Comunicação, Saúde, Educação 18 (suppl 2): pp. 1313-1326. Disponível em: [https://doi.org/10.1590/1807-57622013.0457 https://doi.org/10.1590/1807-57622013.0457]&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>FPivetta</name></author>
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		<title>Promoção Emancipatória da Saúde</title>
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		<updated>2019-05-11T17:29:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;FPivetta: &lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;&amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;color:#222222&amp;quot;&amp;gt;Autores: Marcelo Firpo de Souza Porto, Fatima&amp;amp;nbsp; Pivetta, Marize Bastos da Cunha, Lenira Zancan&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A saúde não significa apenas tratar das doenças, tarefas da assistência e da reabilitação. Cuidar da saúde significa prevenir doenças e promover contextos favoráveis à vida e à dignidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;O conceito ampliado de saúde está inscrito na Constituição Federal de 1988, quando afirma que a saúde resulta e é determinada por inúmeros fatores sociais, econômicos, políticos e culturais. Dentre eles podemos destacar trabalho, renda, educação, saneamento, moradia, alimentação, liberdade, posse da terra e acesso aos direitos de cidadania. Por isso para garantir a saúde da população não basta tratar das doenças: é preciso promover as condições que propiciam uma vida saudável e digna de indivíduos, famílias e comunidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A Promoção da Saúde [PS] é uma das áreas da Saúde Coletiva que reúne conhecimentos e práticas voltados a promover as condições sociais e ambientais para uma vida saudável e digna no âmbito das coletividades. Isso significa identificar e enfrentar tanto os processos que promovem a saúde como a ameaçam, gerando doenças e mortes evitáveis. A teoria da determinação social da saúde é uma importante teoria para compreender a atuar nos processos de produção da saúde e da doença.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Existem duas perspectivas de PS no mundo e no Brasil que por vezes se complementam, mas também se opõem e geram contradições. A primeira assume uma perspectiva normativa e individual, voltada para o controle dos comportamentos de risco e prescrição de hábitos e estilos de vida “saudáveis” dos indivíduos e grupos sociais, responsabilizando-os pelas suas condições de saúde. Outra está voltada para compreender e enfrentar as desigualdades sociais que afetam a saúde e a dignidade humana. A Promoção Emancipatória da Saúde se dedica a essa segunda visão &amp;lt;sup&amp;gt;[1] [2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A dimensão emancipatória da PS implica a construção de uma sociedade mais democrática, justa e inclusiva como base para a saúde e a dignidade das inúmeras coletividades que formam a sociedade. O enfoque emancipatório visa contribuir para a autonomia e a emancipação dos sujeitos individuais e coletivos para que, em suas lutas sociais contra as diversas formas de exclusão e opressão, construam suas próprias histórias e modos de viver, incluindo a saúde.&amp;amp;nbsp; Dada a diversidade histórica, socioambiental e cultural de comunidades e territórios existentes no Brasil, existem inúmeras possibilidades de serem desenvolvidas propostas e práticas emancipatórias de PS envolvendo populações tanto das cidades como dos campos, florestas e águas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;No contexto específico das favelas e periferias urbanas, a ideia de uma Promoção Emancipatória da Saúde, aqui apresentada, vem sendo elaborada desde 2003 pela equipe do Laboratório Territorial de Manguinhos. Trata-se de um programa de pesquisa, extensão e formação que concentra suas atividades em favelas, principalmente em Manguinhos, baseado num conjunto de valores e princípios: solidariedade, autonomia, dignidade, emancipação, direitos territoriais e humanos. Todos eles contribuem para integrar quatro dimensões da justiça: social, sanitária, ambiental e cognitiva, sendo esta última voltada à compreensão das exclusões radicais contra pobres, indígenas, afrodescendentes, mulheres, grupos LGBTI, dentre outros &amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Naproposta emancipatória do LTM, a PS está fundamentada em três eixos:a participação e protagonismo dos moradores e trabalhadores das favelas; a determinação social voltada ao combate contra as desigualdades e exclusões que marcam déficits de democracia e assimetrias de poder; e a produção compartilhada de conhecimentos por meio de&amp;lt;/span&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Comunidades_Ampliada_de_Pesquisa_/Pesquisa_Intervenção &amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;comunidades ampliadas de pesquisa-ação&amp;lt;/span&amp;gt;]&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;e vigilância popular em saúde &amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;. As práticas têm comofoco a análise de problemas de saúde e condições de vida, assim como a proposição de políticas públicas, novas práticas institucionais e ações de promoção da saúde.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Em síntese, a ideia-força da Promoção Emancipatória da Saúde é, na prática, o aproximar-se respeitosamente do território, procurando conhecer e compreender suas experiências históricas e cotidianas frente aos processos que geram vida, saúde, adoecimento e morte.&amp;lt;sup&amp;gt;.&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;[1] Porto, M.F.S., Pivetta, F. (2009). &amp;lt;span lang=&amp;quot;IT&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;Por uma promoção da saúde emancipatória em territórios urbanos vulneráveis. In: Czeresnia D, Freitas CM. Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, p. 207-229&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;[2] Pivetta, F., Cunha, M.B.; Porto, M.F.S., Zancan, L. (2019). Promoção da Saúde e Conhecimentos Emancipatórios: Aprendizados com Pesquisa-Ação nos Territórios de Favelas. In: Figueiredo, G.L.A., Martins, C.H.G.; Akerman, M. “Grupos em situação de vulnerabilidade: em cena na luta por visibilidade no espaço urbano”. Hucitec Editora.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<author><name>FPivetta</name></author>
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		<title>Promoção Emancipatória da Saúde</title>
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		<updated>2019-05-11T17:28:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;FPivetta: &lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;&amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;color:#222222&amp;quot;&amp;gt;Autores: Marcelo Firpo de Souza Porto, Fatima&amp;amp;nbsp; Pivetta, Marize Bastos da Cunha, Lenira Zancan&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A saúde não significa apenas tratar das doenças, tarefas da assistência e da reabilitação. Cuidar da saúde significa prevenir doenças e promover contextos favoráveis à vida e à dignidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;O conceito ampliado de saúde está inscrito na Constituição Federal de 1988, quando afirma que a saúde resulta e é determinada por inúmeros fatores sociais, econômicos, políticos e culturais. Dentre eles podemos destacar trabalho, renda, educação, saneamento, moradia, alimentação, liberdade, posse da terra e acesso aos direitos de cidadania. Por isso para garantir a saúde da população não basta tratar das doenças: é preciso promover as condições que propiciam uma vida saudável e digna de indivíduos, famílias e comunidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A Promoção da Saúde [PS] é uma das áreas da Saúde Coletiva que reúne conhecimentos e práticas voltados a promover as condições sociais e ambientais para uma vida saudável e digna no âmbito das coletividades. Isso significa identificar e enfrentar tanto os processos que promovem a saúde como a ameaçam, gerando doenças e mortes evitáveis. A teoria da determinação social da saúde é uma importante teoria para compreender a atuar nos processos de produção da saúde e da doença.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Existem duas perspectivas de PS no mundo e no Brasil que por vezes se complementam, mas também se opõem e geram contradições. A primeira assume uma perspectiva normativa e individual, voltada para o controle dos comportamentos de risco e prescrição de hábitos e estilos de vida “saudáveis” dos indivíduos e grupos sociais, responsabilizando-os pelas suas condições de saúde. Outra está voltada para compreender e enfrentar as desigualdades sociais que afetam a saúde e a dignidade humana. A Promoção Emancipatória da Saúde se dedica a essa segunda visão &amp;lt;sup&amp;gt;[1] [2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A dimensão emancipatória da PS implica a construção de uma sociedade mais democrática, justa e inclusiva como base para a saúde e a dignidade das inúmeras coletividades que formam a sociedade. O enfoque emancipatório visa contribuir para a autonomia e a emancipação dos sujeitos individuais e coletivos para que, em suas lutas sociais contra as diversas formas de exclusão e opressão, construam suas próprias histórias e modos de viver, incluindo a saúde.&amp;amp;nbsp; Dada a diversidade histórica, socioambiental e cultural de comunidades e territórios existentes no Brasil, existem inúmeras possibilidades de serem desenvolvidas propostas e práticas emancipatórias de PS envolvendo populações tanto das cidades como dos campos, florestas e águas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;No contexto específico das favelas e periferias urbanas, a ideia de uma Promoção Emancipatória da Saúde, aqui apresentada, vem sendo elaborada desde 2003 pela equipe do Laboratório Territorial de Manguinhos. Trata-se de um programa de pesquisa, extensão e formação que concentra suas atividades em favelas, principalmente em Manguinhos, baseado num conjunto de valores e princípios: solidariedade, autonomia, dignidade, emancipação, direitos territoriais e humanos. Todos eles contribuem para integrar quatro dimensões da justiça: social, sanitária, ambiental e cognitiva, sendo esta última voltada à compreensão das exclusões radicais contra pobres, indígenas, afrodescendentes, mulheres, grupos LGBTI, dentre outros &amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;Na&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;proposta emancipatória do LTM, a PS está fundamentada em três eixos:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;a participação e protagonismo dos moradores e trabalhadores das favelas; a determinação social voltada ao combate contra as desigualdades e exclusões que marcam déficits de democracia e assimetrias de poder; e a produção compartilhada de conhecimentos por meio de&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Comunidades_Ampliada_de_Pesquisa_/Pesquisa_Intervenção &amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;comunidades ampliadas de pesquisa-ação&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;]&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;e vigilância popular em saúde &amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;. As práticas têm como&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;foco a análise de problemas de saúde e condições de vida, assim como a proposição de políticas públicas, novas práticas institucionais e ações de promoção da saúde.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;Em síntese, a ideia-força da Promoção Emancipatória da Saúde é, na prática, o aproximar-se respeitosamente do território, procurando conhecer e compreender suas experiências históricas e cotidianas frente aos processos que geram vida, saúde, adoecimento e morte.&amp;lt;sup&amp;gt;.&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&amp;quot;&amp;gt;[1] Porto, M.F.S., Pivetta, F. (2009). &amp;lt;span lang=&amp;quot;IT&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&amp;quot;&amp;gt;Por uma prom&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;oção da saúde emancipatória em territórios urbanos vulneráveis. In: Czeresnia D, Freitas CM. Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, p. 207-229&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<author><name>FPivetta</name></author>
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		<title>Promoção Emancipatória da Saúde</title>
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		<updated>2019-05-11T17:26:35Z</updated>

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Cuidar da saúde significa prevenir doenças e promover contextos favoráveis à vida e à dignidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;O conceito ampliado de saúde está inscrito na Constituição Federal de 1988, quando afirma que a saúde resulta e é determinada por inúmeros fatores sociais, econômicos, políticos e culturais. Dentre eles podemos destacar trabalho, renda, educação, saneamento, moradia, alimentação, liberdade, posse da terra e acesso aos direitos de cidadania. Por isso para garantir a saúde da população não basta tratar das doenças: é preciso promover as condições que propiciam uma vida saudável e digna de indivíduos, famílias e comunidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A Promoção da Saúde [PS] é uma das áreas da Saúde Coletiva que reúne conhecimentos e práticas voltados a promover as condições sociais e ambientais para uma vida saudável e digna no âmbito das coletividades. Isso significa identificar e enfrentar tanto os processos que promovem a saúde como a ameaçam, gerando doenças e mortes evitáveis. A teoria da determinação social da saúde é uma importante teoria para compreender a atuar nos processos de produção da saúde e da doença.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Existem duas perspectivas de PS no mundo e no Brasil que por vezes se complementam, mas também se opõem e geram contradições. A primeira assume uma perspectiva normativa e individual, voltada para o controle dos comportamentos de risco e prescrição de hábitos e estilos de vida “saudáveis” dos indivíduos e grupos sociais, responsabilizando-os pelas suas condições de saúde. Outra está voltada para compreender e enfrentar as desigualdades sociais que afetam a saúde e a dignidade humana. A Promoção Emancipatória da Saúde se dedica a essa segunda visão &amp;lt;sup&amp;gt;[1] [2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A dimensão emancipatória da PS implica a construção de uma sociedade mais democrática, justa e inclusiva como base para a saúde e a dignidade das inúmeras coletividades que formam a sociedade. O enfoque emancipatório visa contribuir para a autonomia e a emancipação dos sujeitos individuais e coletivos para que, em suas lutas sociais contra as diversas formas de exclusão e opressão, construam suas próprias histórias e modos de viver, incluindo a saúde.&amp;amp;nbsp; Dada a diversidade histórica, socioambiental e cultural de comunidades e territórios existentes no Brasil, existem inúmeras possibilidades de serem desenvolvidas propostas e práticas emancipatórias de PS envolvendo populações tanto das cidades como dos campos, florestas e águas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;No contexto específico das favelas e periferias urbanas, a ideia de uma Promoção Emancipatória da Saúde, aqui apresentada, vem sendo elaborada desde 2003 pela equipe do Laboratório Territorial de Manguinhos. Trata-se de um programa de pesquisa, extensão e formação que concentra suas atividades em favelas, principalmente em Manguinhos, baseado num conjunto de valores e princípios: solidariedade, autonomia, dignidade, emancipação, direitos territoriais e humanos. Todos eles contribuem para integrar quatro dimensões da justiça: social, sanitária, ambiental e cognitiva, sendo esta última voltada à compreensão das exclusões radicais contra pobres, indígenas, afrodescendentes, mulheres, grupos LGBTI, dentre outros &amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;Na&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;proposta emancipatória do LTM, a PS está fundamentada em três eixos:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;a participação e protagonismo dos moradores e trabalhadores das favelas; a determinação social voltada ao combate contra as desigualdades e exclusões que marcam déficits de democracia e assimetrias de poder; e a produção compartilhada de conhecimentos por meio de&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Comunidades_Ampliada_de_Pesquisa_/Pesquisa_Intervenção &amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;comunidades ampliadas de pesquisa-ação&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;]&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;e vigilância popular em saúde &amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;. As práticas têm como&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;foco a análise de problemas de saúde e condições de vida, assim como a proposição de políticas públicas, novas práticas institucionais e ações de promoção da saúde.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;Em síntese, a ideia-força da Promoção Emancipatória da Saúde é, na prática, o aproximar-se respeitosamente do território, procurando conhecer e compreender suas experiências históricas e cotidianas frente aos processos que geram vida, saúde, adoecimento e morte.&amp;lt;sup&amp;gt;.&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;br /&gt;
&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;[1]&amp;amp;nbsp; Porto, M.F.S.; Pivetta, F. (2009) .Por uma promoção da saúde emancipatória em territórios urbanos vulneráveis. In: Czeresnia D, Freitas CM. Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, p. 207-229&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;[2] Pivetta, F., Cunha, M.B.; Porto, M.F.S., Zancan, L. (2019). Promoção da Saúde e Conhecimentos Emancipatórios: Aprendizados com Pesquisa-Ação nos Territórios de Favelas. In: Figueiredo, G.L.A., Martins, C.H.G.; Akerman, M. “Grupos em situação de vulnerabilidade: em cena na luta por visibilidade no espaço urbano”. Hucitec Editora.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<author><name>FPivetta</name></author>
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Por isso para garantir a saúde da população não basta tratar das doenças: é preciso promover as condições que propiciam uma vida saudável e digna de indivíduos, famílias e comunidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A Promoção da Saúde [PS] é uma das áreas da Saúde Coletiva que reúne conhecimentos e práticas voltados a promover as condições sociais e ambientais para uma vida saudável e digna no âmbito das coletividades. Isso significa identificar e enfrentar tanto os processos que promovem a saúde como a ameaçam, gerando doenças e mortes evitáveis. 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Outra está voltada para compreender e enfrentar as desigualdades sociais que afetam a saúde e a dignidade humana. A Promoção Emancipatória da Saúde se dedica a essa segunda visão &amp;lt;sup&amp;gt;[1] [2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A dimensão emancipatória da PS implica a construção de uma sociedade mais democrática, justa e inclusiva como base para a saúde e a dignidade das inúmeras coletividades que formam a sociedade. O enfoque emancipatório visa contribuir para a autonomia e a emancipação dos sujeitos individuais e coletivos para que, em suas lutas sociais contra as diversas formas de exclusão e opressão, construam suas próprias histórias e modos de viver, incluindo a saúde.&amp;amp;nbsp; Dada a diversidade histórica, socioambiental e cultural de comunidades e territórios existentes no Brasil, existem inúmeras possibilidades de serem desenvolvidas propostas e práticas emancipatórias de PS envolvendo populações tanto das cidades como dos campos, florestas e águas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;No contexto específico das favelas e periferias urbanas, a ideia de uma Promoção Emancipatória da Saúde, aqui apresentada, vem sendo elaborada desde 2003 pela equipe do Laboratório Territorial de Manguinhos. Trata-se de um programa de pesquisa, extensão e formação que concentra suas atividades em favelas, principalmente em Manguinhos, baseado num conjunto de valores e princípios: solidariedade, autonomia, dignidade, emancipação, direitos territoriais e humanos. Todos eles contribuem para integrar quatro dimensões da justiça: social, sanitária, ambiental e cognitiva, sendo esta última voltada à compreensão das exclusões radicais contra pobres, indígenas, afrodescendentes, mulheres, grupos LGBTI, dentre outros &amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;Na&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;proposta emancipatória do LTM, a PS está fundamentada em três eixos:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;a participação e protagonismo dos moradores e trabalhadores das favelas; a determinação social voltada ao combate contra as desigualdades e exclusões que marcam déficits de democracia e assimetrias de poder; e a produção compartilhada de conhecimentos por meio de&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Comunidades_Ampliada_de_Pesquisa_/Pesquisa_Intervenção &amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;comunidades ampliadas de pesquisa-ação&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;]&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;e vigilância popular em saúde &amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;. 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&amp;amp;nbsp;&amp;lt;span lang=&amp;quot;IT&amp;quot; style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;[1] Porto, M.F.S., Pivetta, F. (2009).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;Por uma promoção da saúde emancipatória em territórios urbanos vulneráveis. In: Czeresnia D, Freitas CM. Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, p. 207-229&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;[2] Pivetta, F., Cunha, M.B.; Porto, M.F.S., Zancan, L. (2019). Promoção da Saúde e Conhecimentos Emancipatórios: Aprendizados com Pesquisa-Ação nos Territórios de Favelas. In: Figueiredo, G.L.A., Martins, C.H.G.; Akerman, M. “Grupos em situação de vulnerabilidade: em cena na luta por visibilidade no espaço urbano”. Hucitec Editora.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot;&amp;gt;[4] Cunha, M. B.; Pivetta, F.; Porto, M.F.S.; Zancan, L.; Sousa, F.M.; Francisco, M.S.; Costa, V.C.&amp;amp;nbsp; Vigilância Popular em Saúde: contribuições para repensar a participação no SUS. In: Botelho, B.O. et al. (Org.) (2017). Educação Popular no Sistema Único de Saúde, São Paulo: Hucitec Ed., p. 95-126.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;amp;nbsp;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>FPivetta</name></author>
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		<title>Promoção Emancipatória da Saúde</title>
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		<updated>2019-05-11T17:17:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;FPivetta: &lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;&amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A saúde não significa apenas tratar das doenças, tarefas da assistência e da reabilitação. Cuidar da saúde significa prevenir doenças e promover contextos favoráveis à vida e à dignidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;O conceito ampliado de saúde está inscrito na Constituição Federal de 1988, quando afirma que a saúde resulta e é determinada por inúmeros fatores sociais, econômicos, políticos e culturais. Dentre eles podemos destacar trabalho, renda, educação, saneamento, moradia, alimentação, liberdade, posse da terra e acesso aos direitos de cidadania. Por isso para garantir a saúde da população não basta tratar das doenças: é preciso promover as condições que propiciam uma vida saudável e digna de indivíduos, famílias e comunidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A Promoção da Saúde [PS] é uma das áreas da Saúde Coletiva que reúne conhecimentos e práticas voltados a promover as condições sociais e ambientais para uma vida saudável e digna no âmbito das coletividades. Isso significa identificar e enfrentar tanto os processos que promovem a saúde como a ameaçam, gerando doenças e mortes evitáveis. A teoria da determinação social da saúde é uma importante teoria para compreender a atuar nos processos de produção da saúde e da doença.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Existem duas perspectivas de PS no mundo e no Brasil que por vezes se complementam, mas também se opõem e geram contradições. A primeira assume uma perspectiva normativa e individual, voltada para o controle dos comportamentos de risco e prescrição de hábitos e estilos de vida “saudáveis” dos indivíduos e grupos sociais, responsabilizando-os pelas suas condições de saúde. Outra está voltada para compreender e enfrentar as desigualdades sociais que afetam a saúde e a dignidade humana. A Promoção Emancipatória da Saúde se dedica a essa segunda visão &amp;lt;sup&amp;gt;[1] [2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;m-1003151385638142989gmail-defaultstyle&amp;quot; style=&amp;quot;margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A dimensão emancipatória da PS implica a construção de uma sociedade mais democrática, justa e inclusiva como base para a saúde e a dignidade das inúmeras coletividades que formam a sociedade. O enfoque emancipatório visa contribuir para a autonomia e a emancipação dos sujeitos individuais e coletivos para que, em suas lutas sociais contra as diversas formas de exclusão e opressão, construam suas próprias histórias e modos de viver, incluindo a saúde.&amp;amp;nbsp; Dada a diversidade histórica, socioambiental e cultural de comunidades e territórios existentes no Brasil, existem inúmeras possibilidades de serem desenvolvidas propostas e práticas emancipatórias de PS envolvendo populações tanto das cidades como dos campos, florestas e águas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;No contexto específico das favelas e periferias urbanas, a ideia de uma Promoção Emancipatória da Saúde, aqui apresentada, vem sendo elaborada desde 2003 pela equipe do Laboratório Territorial de Manguinhos. Trata-se de um programa de pesquisa, extensão e formação que concentra suas atividades em favelas, principalmente em Manguinhos, baseado num conjunto de valores e princípios: solidariedade, autonomia, dignidade, emancipação, direitos territoriais e humanos. Todos eles contribuem para integrar quatro dimensões da justiça: social, sanitária, ambiental e cognitiva, sendo esta última voltada à compreensão das exclusões radicais contra pobres, indígenas, afrodescendentes, mulheres, grupos LGBTI, dentre outros &amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;Na&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;proposta emancipatória do LTM, a PS está fundamentada em três eixos:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;a participação e protagonismo dos moradores e trabalhadores das favelas; a determinação social voltada ao combate contra as desigualdades e exclusões que marcam déficits de democracia e assimetrias de poder; e a produção compartilhada de conhecimentos por meio de&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Comunidades_Ampliada_de_Pesquisa_/Pesquisa_Intervenção &amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;comunidades ampliadas de pesquisa-ação&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;]&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;e vigilância popular em saúde &amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;. As práticas têm como&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;foco a análise de problemas de saúde e condições de vida, assim como a proposição de políticas públicas, novas práticas institucionais e ações de promoção da saúde.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:&amp;quot; times=&amp;quot;&amp;quot; new=&amp;quot;&amp;quot; roman&amp;quot;,serif&amp;quot;=&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;Em síntese, a ideia-força da Promoção Emancipatória da Saúde é, na prática, o aproximar-se respeitosamente do território, procurando conhecer e compreender suas experiências históricas e cotidianas frente aos processos que geram vida, saúde, adoecimento e morte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;Autores: Marcelo Firpo de Souza Porto, Fatima Pivetta, Marize Bastos da Cunha e Lenira Zancan.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;margin-bottom:6.0pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;br /&gt;
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