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	<title>Dicionário de Favelas Marielle Franco - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-05-09T22:35:07Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://homologacao2.wikifavelas.com.br/index.php?title=Favela-bairro_(programa)&amp;diff=1659</id>
		<title>Favela-bairro (programa)</title>
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		<updated>2019-08-07T23:54:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Lobato: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Favela-Bairro foi um Programa da prefeitura do Rio de Janeiro que vigorou de 1994 a 2000. Seu nome oficial era Programa de Urbanização de Assentamentos Populares do Rio de Janeiro - PROAP-Rio e visava dotar favelas e loteamentos irregulares de infra-estrutura e serviços sociais básicos, regularizá-los e integrá-los aos bairros. Além do Favela-Bairro, voltado às favelas, o PROAP-Rio incluía o Morar legal, de regularização de assentamentos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;O PROAP foi financiado pelo governo municipal da cidade e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e envolveu soma significativa de recursos - aproximadamente US$ 626 milhões. Seu objetivo era beneficiar ao menos 106 favelas do Rio de Janeiro e 24 loteamentos irregulares, atingindo uma população estimada em 580 mil habitantes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;O Favela-Bairro tinha concepção diferenciada de seus antecessores ao relacionar a exclusão social ao território-local – no caso a favela, e organizar de forma integrada um conjunto de ações urbanas e sociais sobre as condições daquele território. O objetivo final era fazer da favela parte integrante dos bairros onde estavam localizadas e, assim, fazer com que seus habitantes fossem considerados parte da cidade como outros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;MsoBodyTextIndent2&amp;quot; style=&amp;quot;margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Como política pública, o Programa Favela-Bairro foi fruto de uma nova mentalidade entre os administradores públicos municipais. A Constituição de 1988 incorporou os planos diretores e o &amp;lt;span style=&amp;quot;background:white&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;color:#222222&amp;quot;&amp;gt;planejamento urbano municipais como preceitos para o pleno desenvolvimento das cidades e bem estar de seus habitantes&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;. A democratização fez crescerem as demandas das populações das favelas &amp;lt;/span&amp;gt;por direito à moradia digna e serviços sociais públicos e, paralelamente, registrava-se o crescimento da violência na cidade do Rio de Janeiro. Assim, uma nova concepção de política pública reconhecia que &#039;&#039;&#039;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;a.&amp;lt;/span&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;as favelas deviam ocupar lugar central na agenda pública municipal, passando a constar nos mapas e cadastros da cidade; &#039;&#039;&#039;b. &#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;a forte segregação existente no município deveria ser combatida buscando-se integrar as favelas à cidade, aumentando a presença do Estado e a oferta de serviços públicos; &#039;&#039;&#039;c. &#039;&#039;&#039;cada favela era formada por uma comunidade possuidora de uma história, valores e hábitos culturais que deviam ser respeitados pelas intervenções do poder público; &#039;&#039;&#039;d. &#039;&#039;&#039;a &amp;amp;nbsp;integração das favelas à cidade exigia a intersetorialidade das ações públicas, buscando-se superar a fragmentação que vinha caracterizando as políticas públicas; &#039;&#039;&#039;e. o&#039;&#039;&#039; sucesso das intervenções públicas nas favelas dependia do envolvimento e da participação ativa da comunidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A primeira etapa do Favela-Bairro (Favela-Bairro I) só compreendeu obras de infra-estrutura e saneamento. Já no Favela-Bairro II foram incorporadas ações sociais integradas às ações urbanísticas. Essas ações visavam principalmente proporcionar o desenvolvimento de crianças e adolescentes e gerar oportunidades de trabalho e renda aos seus habitantes (Prefeitura do RJ, 2000).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;O Favela-Bairro II tinha três componentes: o urbanístico (infra-estrutura básica e serviços urbanos), o social (trabalho de atenção a crianças e adolescentes e incentivo à geração de trabalho e renda) e o institucional (assessoria e capacitação técnica e avaliação do Programa). O componente urbanístico era o centro do Programa. A área social incluía vários projetos, mas foi obviamente limitada diante das inúmeras demandas da população das favelas. Mesmo assim, houve uma inédita articulação das ações urbanísticas com as sociais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class=&amp;quot;MsoBodyTextIndent2&amp;quot; style=&amp;quot;margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Para a realização do Programa o governo municipal contou com parcerias estabelecidas com o governo estadual (para ações relacionadas à prestação de serviços de competência estadual), organizações não-governamentais (prestadoras dos serviços previstos no componente social) e empresas privadas (elaboradoras dos projetos urbanísticos para as favelas e executoras das obras).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;O Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, aém de co-financiador, participou da definição de parâmetros para a execução do Programa, aprovação das contratações de firmas consultoras, das organizações da sociedade civil e técnicos individuais e também acompanhou os resultados das atividades de monitoramento e avaliação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;O Governo municipal foi o órgão responsável pela gestão do Favela-Bairro, contando com a participação integrada de várias secretarias. A Secretaria Municipal de Habitação, executora técnica das atividades dos componentes urbanístico e institucional e responsável pela contratação e supervisão de empresas privadas); a Secretaria de Fazenda (coordenadora financeira) e várias &amp;amp;nbsp;outras secretarias e órgãos do governo municipal, responsáveis pelas inúmeras atividades de obras, urbanização e regularização, desenvolvimento social, trabalho e renda, meio ambiente, educação, esporte e lazer e limpeza urbana.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;A execução do Favela-Bairro seguiu uma sequência de passos previamente definidos que, contudo, preservavam certa flexibilidade para se adaptar à realidade de cada localidade e às possibilidades da Prefeitura. A sequência em regra geral era:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;1&amp;lt;sup&amp;gt;o&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Seleção das comunidades a serem atendidas pelo programa;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;2&amp;lt;sup&amp;gt;o&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Estabelecimento de contato com organizações e líderes comunitários;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Pela abrangência de seus objetivos, por envolver o trabalho coordenado de muitos atores e por estimular a participação dos beneficiários, o Favela-Bairro foi importante para o aprendizado da política pública para as favelas como parte da cidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Alguns elementos inovadores podem ser destacados, que indicam tanto avanços como limitações ao Programa. Entre eles destacam-se: a &#039;&#039;&#039;intersetorialidade&#039;&#039;&#039; na concepção e execução de ações/políticas sobre um mesmo território; a &#039;&#039;&#039;participação &#039;&#039;&#039;da comunidade e a &#039;&#039;&#039;sustentabilidade&#039;&#039;&#039; das ações após o término do Programa. Um quarto elemento seria a &#039;&#039;&#039;integração&#039;&#039;&#039; das populações urbanas residentes em favelas à cidade. Este seria o resultado final que se almejava, mas que não foi de fato alcançado. Menos pelas limitações do Programa e mais pelas condições de continuidade, em longo prazo, de uma política urbana ampla e integrada às necessidades de desenvolvimento da cidadania dos cidadãos da cidade do Rio de Janeiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class=&amp;quot;MsoBodyTextIndent2&amp;quot; style=&amp;quot;margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Este verbete foi elaborado a partir dos dados da pesquisa&amp;amp;nbsp;&#039;Observatório da Inovação Social&#039;&amp;amp;nbsp;coordenada por Sonia Fleury&amp;amp;nbsp;com a participação de das pesquisadoras Lenaura Lobato, Valeria Bicudo, Andreia Assis e Rosângela Alves.&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;MsoBodyTextIndent2&amp;quot; style=&amp;quot;margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;MsoBodyTextIndent2&amp;quot; style=&amp;quot;margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Referência:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;MsoBodyTextIndent2&amp;quot; style=&amp;quot;margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:medium;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:115%&amp;quot;&amp;gt;Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. PROAP II - regulamento operacional.&amp;lt;br/&amp;gt; RJ, 2000.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;MsoBodyTextIndent2&amp;quot; style=&amp;quot;margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p class=&amp;quot;MsoBodyTextIndent2&amp;quot; style=&amp;quot;margin-bottom:.0001pt; text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lobato</name></author>
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		<updated>2019-04-16T03:13:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Lobato: Criou página com &amp;#039;&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;Favela Bairro foi um Programa da prefeitura do Rio de Janeiro que vigorou de 1994 a...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;Favela Bairro foi um Programa da prefeitura do Rio de Janeiro que vigorou de 1994 a 2000. Seu nome oficial era Programa de Urbanização de Assentamentos Populares do Rio de Janeiro - PROAP-Rio e visava dotar favelas e loteamentos irregulares de infra-estrutura e serviços sociais básicos, regularizá-los e integrá-los aos bairros. O projeto foi financiado pelo governo municipal da cidade e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e envolveu soma significativa de recursos - aproximadamente US$ 626 milhões. Seu objetivo era beneficiar ao menos 106 favelas do Rio de Janeiro e 24 loteamentos irregulares, atingindo uma população estimada em 580 mil habitantes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align:justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:12.0pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;line-height:107%&amp;quot;&amp;gt;O Programa tinha concepção diferenciada de seus antecessores ao relacionar a exclusão social ao território-local – no caso a favela, e organizar de forma integrada um conjunto de ações urbanas e sociais sobre as condições daquele território. O objetivo final era fazer da favela parte integrante dos bairros onde estavam localizadas e, assim, fazer com que seus habitantes fossem considerados parte da cidade como outros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lobato</name></author>
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