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	<title>Dicionário de Favelas Marielle Franco - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-05-09T12:29:17Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://homologacao2.wikifavelas.com.br/index.php?title=Usu%C3%A1rio:Vict%C3%B3ria_Almeida&amp;diff=4627</id>
		<title>Usuário:Victória Almeida</title>
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		<updated>2020-03-14T19:25:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victória Almeida: Criou página com &amp;#039; = Marielle: o que vi, ouvi e li =  Antes de dizer pra que e por que precisamos guardar memória dessa brilhante mulher negra, que alcançou milhares, precisamos saber quem el...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Marielle: o que vi, ouvi e li =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de dizer pra que e por que precisamos guardar memória dessa brilhante mulher negra, que alcançou milhares, precisamos saber quem ela foi e pelo que ela lutou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem foi Marielle Franco?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu passei a conhecer Marielle depois do terrível acontecimento. Mas por tudo que vi, ouvi e li, ela ficou em maior evidência após o crime que sofreu. Seu nome completo, Marielle Francisco da Silva, de 38 anos, mulher, mãe, lésbica, “cria da favela”, Socióloga, e ativista, dificilmente será esquecido. Além de tudo isso, ainda era presidente da Comissão da Mulher na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. E integrante da comissão que investigava abusos das forças armadas e da polícia durante a intervenção federal na área da segurança pública do estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2016 elegeu-se como vereadora, tendo mais de 46.000 votos. Aí sua luta ficou mais intensa. Em seu mandato, apresentou várias leis em defesa das mulheres, da população LGBT+ e de igual modo lutava sem parar pela defesa dos direitos humanos. Porém no dia 14 de março de 2018, calaram sua voz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Família/Manifestantes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A manifestaçção e o brado consequente ao fatídico dia ocorreu em vários estados do Brasil e pelo mundo afora. E não esqueceram sobremaneira do motorista Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que morreu no mesmo momento que a vereadora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as pessoas que participaram das mais diversas manifestações (grande parte sendo de mulheres), de afeto e de revolta ante o bárbaro crime, reuniram-se para, de alguma maneira, insistirem por seus projetos. Como exemplo: o fim da intervenção federal no Rio de Janeiro. Inclua-se aí o fim da guerra contra as drogas nas favelas e periferias, que tanto vitima os seus jovens, em sua imensa maioria de negros. Outras bandeiras políticas que Marielle defendia foram igual e fortemente levantadas, como o combate ao racismo e ao machismo institucional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A força de sua voz segue ecoando por vários lugares e corpos. Seja através de seus pais, de sua filha Luyara, de sua viúva Mônica e ainda dos clamores populares nas inúmeras manifestações de apoio e carinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua família por sinal, enquanto sofre com o luto, ao mesmo tempo luta para ampliar essa voz. Sua filha única, Luyara, contou em determinado momento ao jornal &amp;quot;O Globo&amp;quot;, que mesmo após um ano ainda espera sua mãe chegar em casa. E também critica o fato de várias pessoas usarem o nome de sua mãe para autopromoção. Luyara, bem como toda a família e os amigos, esperam justiça do caso que até hoje não foi resolvido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Monica, sua companheira de longa data, costuma contar o quanto é difícil ter de viver o luto, pois viveram juntas por um ano e três meses, em uma vila na Tijuca, zona&amp;amp;nbsp;norte do Rio de Janeiro. Cogitavam a hipótese de ter um filho e queriam se casar já em 2019. Tantos e tantos planos que foram interrompidos naquela triste noite de 14 de março. Ela comentou que as manifestações realizadas lhe deram muita força.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Creio eu que não deu forças somente a ela, mas também para sua família, amigos e demais pessoas que acreditaram e votaram para ter Marielle Franco como vereadora. Isso deu força para lutarem em seu nome e das outras pessoas que tentaram calar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há muitas pessoas que estão aí para que sua voz não se cale nunca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por que devemos manter a memória de Marielle Franco sempre ativa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marielle como podemos notar por sua história de vida, batalhou bastante para chegar onde chegou; gritou alto, protegeu quem não tinha proteção. Ela alcançou um ponto alto e seguia subindo, quando a assassinaram tentando calar-lhe, tentando acabar com suas ações que aos poucos mudavam as coisas. Mas estes assassinos e seu mandante se enganaram quando acharam que não haveriam continuidade aos seus trabalhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A família criou o Instituto Marielle Franco, uma organização que além de buscar respostas e justiça por sua morte, quer também “multiplicar o legado deixado por ela e regar as sementes que surgiram após o seu assassinato e do seu motorista”. Outro evento de igual importância é o Florescer por Marielle, uma plataforma feita pela comissão das mulheres para homenageá-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marielle ainda vive dentro de casa um de nós. E vidas negras importam. Espero que todos que ouvirem sua história se inspirem a lutar por sua causa também. É por&amp;amp;nbsp;isso que ela deve ser lembrada e homenageada, ela nos inspira a lutar por nossas causas, seja elas negras ou causas LGBT+, seja qual causa for nunca podemos parar de lutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Precisamos de respostas. O caso de Marielle não pode morrer empoeirado em alguma sala por aí.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sensibilidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 14 de março de 2018, Marielle e Anderson, foram assassinados. Naquele dia, foi aberta uma ferida no coração de amigos e familiares. Difícil é imaginar a dor de Luyara, sua filha, ao saber que naquela noite sua mãe não estaria mais por perto. Ou ainda a dor de sua viúva, Monica, ao saber que nunca mais acordaria ao seu lado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Particularmente, já passei por uma dor assim. Crime não foi o motivo, sendo morte por doença. Horrível é sentir a angústia pelo desconhecimento do que causou morte ou o porque tal pessoa morreu. No meu caso preferiram não me contar devido minha idade, porém, a dor de não ter respostas sobre a morte de alguém que você ama, é uma coisa que não tem palavra para descrever. A sensação é horrível. Que dirá a família de Marielle, sua filha, sua viúva, a cada ano vir o dia de 14 de março, lembrar que perderam uma pessoa querida e não sabem quem a matou ou o por que.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a família e amigos de Anderson, que também foi assassinado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;pre&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/pre&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Queremos respostas! Completa 2 anos em 14 de março de 2020, um sábado. São 2 anos sem respostas. E então fica a pergunta no ar (ainda!) Quem matou Marielle Franco? E por que? Por que matariam uma pessoa que era ativista, defensora dos direitos humanos? Uma pessoa que lutava pelas mulheres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segue sendo lindo de se ver as milhares de pessoas que se reúnem e continuam a lutar suas batalhas. Pessoas que passaram a conhecer Marielle sentem-se inspiradas por sua história. E as homenagens servem não apenas para manter sua trajetória na lembrança das pessoas, mas também para pressionar as autoridades na elucidação do caso.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victória Almeida</name></author>
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