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	<title>Dicionário de Favelas Marielle Franco - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-05-09T11:19:34Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://homologacao2.wikifavelas.com.br/index.php?title=Pesquisa_comunit%C3%A1ria_Construindo_Juntos&amp;diff=612</id>
		<title>Pesquisa comunitária Construindo Juntos</title>
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		<updated>2019-03-11T20:24:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Viviane Salles: A pesquisa comunitária Construindo Juntos tem por objetivo gerar conhecimento sobre as diversas áreas de interesse da população da Cidade de Deus e suas dinâmicas sociais  através da metodologia de pesquisa de ação participativa que possui como ch&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
A pesquisa comunitária Construindo Juntos tem por objetivo gerar conhecimento sobre as diversas áreas de interesse da população da Cidade de Deus e suas dinâmicas sociais  através da metodologia de pesquisa de ação participativa que possui como chave o protagonismo de moradores no processo de realização da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
idealizada pela socióloga norte-americana Anjuli Fahlberg, professora da Tufts University em Massachusetts (EUA), a pesquisa é  atualmente coordenada pelo pesquisador Ricardo Fernandes  e pela antropóloga Viviane Salles, fundadora do Laboratório do Pensamento Livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira etapa da pesquisa, em janeiro de 2017, foi a elaboração de um questionário, que chegou a  85 questões, a partir de fóruns de discussão através da página CDD Acontece e rodas de conversas com moradores de diversos perfis em relação à idade, renda, raça e formação para a escuta sobre as demandas da população. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A etapa de campo teve sua realização em março de 2017 e envolveu 15 pesquisadores-moradores numa abordagem a quase mil entrevistados em todas as subáreas da favela, incluindo áreas que em geral não são visitadas pelo IBGE como o Outeiro, o Brejo e as Casinhas Novas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O banco de dados da pesquisa reúne informações muito relevantes sobre a população da Cidade de Deus em relação ao acesso à educação, saúde e cultura, transporte público, moradia emprego e renda da população adulta, identidade racial e religiosa e outras áreas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após análise prévia, os pesquisadores realizaram ações de abordagem na rua e  rodas de apresentação dos dados da pesquisa junto a comunidade que consistiram na terceira etapa da pesquisa no final de 2017. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A colaboração dos moradores da Cidade de Deus em todas as etapas da Construindo Juntos é de grande relevância para o desenvolvimento da pesquisa, a partir do encontro das diversas perspectivas sobre as dinâmicas sócio-culturais da população da Cidade de Deus. E em especial, a efetiva participação de pesquisadores-moradores no processo de produção de conhecimento num intenso diálogo da vida comunitária com a reflexão acadêmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns dados da pesquisa que chamam a atenção: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
49% dos entrevistados na Cidade de Deus se autodeclararam pretos e outros 31%, pardos. No Brasil, segundo os dados do Censo do IBGE em 2010, apenas 7,5% se autodeclaram pretos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 32% das residências, pelo menos uma criança de 0-5 anos não conseguiu vaga na creche no ano de 2016.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 77% das residências pelo menos uma pessoa já tinha sofrido problemas físicos ou mentais devido a rotina de violência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação à escolaridade, em nossa amostra apenas 8% entram no ensino superior, 27% estudaram até o final do ensino médio; 12% estudaram até o final do ensino fundamental e 35% não terminaram o ensino fundamental. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação à trabalho e emprego, a informalidade tem evidência. Poucos trabalham com carteira assinada (20%), e muitos não fazem nenhum trabalho remunerado (41%).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa Construindo Juntos foi financiada em sua etapa de campo pela Northeastern University e em sua fase de análise de dados e divulgação pela Tufts University. Também recebeu financiamento da Associação Americana de Sociologia. Mais informações através do site: www.construindojuntos.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Viviane Salles</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://homologacao2.wikifavelas.com.br/index.php?title=Poesia_de_Esquina&amp;diff=595</id>
		<title>Poesia de Esquina</title>
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		<updated>2019-03-04T20:27:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Viviane Salles: O Poesia de Esquina é um movimento artístico surgido na Cidade de Deus fundado pela socióloga Viviane Salles e pelo escritor Wellington França, autor do livro “Temporais” - o movimento se iniciou como encontro literário a partir da partilha do mi&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O Poesia de Esquina é um movimento artístico surgido na Cidade de Deus fundado pela socióloga Viviane Salles e pelo escritor Wellington França, autor do livro “Temporais” - o movimento se iniciou como encontro literário a partir da partilha do microfone aberto e do palco informal e livre, daí a origem de seu nome. Durante os anos de 2011 e 2012 acontecia no Bar do Tico e entre 2013 e 2016 teve sua efervescência no conhecido Bar do Tom Zé chegando a reunir poetas e artistas de variados pontos da região metropolitana do Rio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento reunia um público extremamente variado: de estudantes universitários a donas de casa, de crianças a idosos, trabalhadores em geral – o Poesia de Esquina faz parte, e é um dos movimentos artísticos protagonistas, do circuito da explosão de saraus e rodas culturais que surgiu no Rio produzido por jovens artistas e produtores culturais. Tal fenômeno visto por muitos como relacionado às jornadas de Junho de 2013, em razão de sua relação com a ocupação criativa de espaços públicos e formação de novos coletivos. O sarau acontecia em um botequim, já que em geral nas favelas existem limitados espaços públicos voltados para manifestações culturais, da mesma forma que em diversos saraus de &amp;quot;periferia&amp;quot; de São Paulo, como a Cooperifa, no bairro do Jardim Ângela, uma das inspirações do Poesia de Esquina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os eventos e apresentações promovem a valorização do intercâmbio artístico, a informalidade e a prática do estímulo à participação do público através do microfone aberto, onde a princípio qualquer pessoa pode dizer um poema, cantar ou até mesmo fazer uma declaração de amor – como já aconteceu algumas vezes. Tornou-se referência como uma importante intervenção na Cidade de Deus, território que mesmo historicamente estigmatizado, também é celeiro de uma produtividade artística inspiradora e que vai da literatura ao funk.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diversas personalidades da literatura carioca já frequentaram o sarau, como Tuca Muniz, Guilherme Zarvos, Jessé Andarilho, Ana Paula Lisboa, Sérgio Vaz e João Paulo Cuenca. Com repercussão nacional e internacional de suas realizações, o movimento foi um dos vencedores do Prêmio de Ações Locais da Prefeitura em 2015. No mesmo ano estreia o circuito do Poesia de Esquina nas Escolas e no ano seguinte realiza a ação piloto do Poesia de Esquina Itinerante através de sua Kombi cultural.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Viviane Salles</name></author>
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		<title>Pesquisa comunitária Construindo Juntos</title>
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		<updated>2019-03-04T20:26:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Viviane Salles: A pesquisa comunitária Construindo Juntos idealizada pela socióloga norte-americana Anjuli Fahlberg, professora da Tufts University em Massachussetts (EUA), e atualmente coordenada pela antropóloga Viviane Salles, fundadora do Laboratório do Pensament&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A pesquisa comunitária Construindo Juntos idealizada pela socióloga norte-americana Anjuli Fahlberg, professora da Tufts University em Massachussetts (EUA), e atualmente coordenada pela antropóloga Viviane Salles, fundadora do Laboratório do Pensamento Livre, tem por objetivo gerar conhecimento sobre diversas áreas de interesse da população da Cidade de Deus através da metodologia de pesquisa de ação participativa que possui como chave o protagonismo de moradores no processo de realização da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa de campo foi realizada em março de 2017 sob coordenação de Ricardo Fernandes, agente cultural e ex-coordenador da ONG ‘Os Arteiros’, envolveu 15 pesquisadores-moradores numa abordagem a quase mil entrevistados em todas as subáreas da favela, incluindo áreas que em geral não são visitadas pelo IBGE como o Outeiro, o Brejo e as Casinhas Novas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elaboração do questionário da pesquisa, que possuiu x questões foi feita a partir de fóruns de discussão através da página CDD Acontece e rodas de conversas com moradores de diversos perfis em relação à idade, renda, raça e formação para a escuta sobre as demandas da população. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O banco de dados da pesquisa reúne informações muito relevantes sobre a população da Cidade de Deus em relação ao acesso à educação, saúde e cultura, transporte público, moradia emprego e renda da população adulta, identidade racial e religiosa e outras áreas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns dados da pesquisa que chamam a atenção: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•	49% dos entrevistados se autodeclararam pretos e outros 31%, pardos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•	Em 32% das residências, pelo menos uma criança de 0-5 anos não conseguiu vaga na creche. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•	Em 77% das residências pelo menos uma pessoa já tinha sofrido problemas físicos ou mentais devido a rotina de violência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•	Em relação à escolaridade, em nossa amostra apenas 8% entram no ensino superior, 27% estudaram até o final do ensino médio; 12% estudaram até o final do ensino fundamental e 35% não terminaram o ensino fundamental. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•	Em relação à trabalho e emprego, a informalidade tem evidência. Poucos trabalham com carteira assinada (20%), e muitos não fazem nenhum trabalho remunerado (41%).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa Construindo Juntos foi financiada em sua etapa de campo pela Northeastern University e em sua fase de análise de dados e divulgação pela Tufts University. Também recebeu financiamento da Associação Americana de Sociologia. Mais informações através do site: www.construindojuntos.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Viviane Salles</name></author>
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		<title>Pesquisa comunitária Construindo Juntos</title>
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		<updated>2019-03-04T20:25:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Viviane Salles: A pesquisa comunitária Construindo Juntos idealizada pela socióloga norte-americana Anjuli Fahlberg, professora da Tufts University em Massachussetts (EUA).&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A pesquisa comunitária Construindo Juntos idealizada pela socióloga norte-americana Anjuli Fahlberg, professora da Tufts University em Massachussetts (EUA), e atualmente coordenada pela antropóloga Viviane Salles, fundadora do Laboratório do Pensamento Livre, tem por objetivo gerar conhecimento sobre diversas áreas de interesse da população da Cidade de Deus através da metodologia de pesquisa de ação participativa que possui como chave o protagonismo de moradores no processo de realização da pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa de campo foi realizada em março de 2017 sob coordenação de Ricardo Fernandes, agente cultural e ex-coordenador da ONG ‘Os Arteiros’, envolveu 15 pesquisadores-moradores numa abordagem a quase mil entrevistados em todas as subáreas da favela, incluindo áreas que em geral não são visitadas pelo IBGE como o Outeiro, o Brejo e as Casinhas Novas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A elaboração do questionário da pesquisa, que possuiu x questões foi feita a partir de fóruns de discussão através da página CDD Acontece e rodas de conversas com moradores de diversos perfis em relação à idade, renda, raça e formação para a escuta sobre as demandas da população. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O banco de dados da pesquisa reúne informações muito relevantes sobre a população da Cidade de Deus em relação ao acesso à educação, saúde e cultura, transporte público, moradia emprego e renda da população adulta, identidade racial e religiosa e outras áreas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns dados da pesquisa que chamam a atenção: &lt;br /&gt;
•	49% dos entrevistados se autodeclararam pretos e outros 31%, pardos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•	Em 32% das residências, pelo menos uma criança de 0-5 anos não conseguiu vaga na creche. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•	Em 77% das residências pelo menos uma pessoa já tinha sofrido problemas físicos ou mentais devido a rotina de violência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•	Em relação à escolaridade, em nossa amostra apenas 8% entram no ensino superior, 27% estudaram até o final do ensino médio; 12% estudaram até o final do ensino fundamental e 35% não terminaram o ensino fundamental. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•	Em relação à trabalho e emprego, a informalidade tem evidência. Poucos trabalham com carteira assinada (20%), e muitos não fazem nenhum trabalho remunerado (41%).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa Construindo Juntos foi financiada em sua etapa de campo pela Northeastern University e em sua fase de análise de dados e divulgação pela Tufts University. Também recebeu financiamento da Associação Americana de Sociologia. Mais informações através do site: www.construindojuntos.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Viviane Salles</name></author>
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