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	<title>Dicionário de Favelas Marielle Franco - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-05-09T11:19:41Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://homologacao2.wikifavelas.com.br/index.php?title=Baile_Funk&amp;diff=2887</id>
		<title>Baile Funk</title>
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		<updated>2019-12-12T18:36:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Yumi Murata: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Autora: Adriana Facina&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Herdeiros dos bailes black dos anos 1970, os bailes funk surgem na cidade do Rio de Janeiro na década de 1980. Já em meados desta década, o antropólogo Hermano Vianna, pesquisador pioneiro do funk, estimava que mais de um milhão de pessoas frequentavam os bailes da cidade. A maioria delas, jovens pobres e negros, moradores de favelas, subúrbios e periferias. A princípio realizados em clubes, quadras de escolas de samba, CIEPs, os bailes foram aos poucos movidos para as favelas, efeito da criminalização brutal que essa forma de lazer inventada no Rio de Janeiro sofreu ao longo de sua história. Ao longo de mais de 30 anos, muitas coisas mudaram na configuração dos bailes, na sua dinâmica, sonoridade, danças e territorialidade. A heterogeneidade é uma marca dos bailes, que diferem entre si. Mas algo é comum a todos: as histórias de perseguição e estigmatização por parte do Estado e da mídia corporativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O verbete se propõe a sintetizar essa história dos bailes funks do Rio de Janeiro, acompanhando suas origens e desdobramentos até os dias atuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
[[Category:Baile Funk]][[Category:Direito à cidade]][[Category:Dança]][[Category:Cultura]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Yumi Murata</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://homologacao2.wikifavelas.com.br/index.php?title=Artes_urbanas_e_favelas&amp;diff=2882</id>
		<title>Artes urbanas e favelas</title>
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		<updated>2019-12-12T18:21:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Yumi Murata: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Autores: Tiago e David (Raízes em Movimento)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia de falar em “artes urbanas” para tratar deste tipo de expressão por parte das populações faveladas se dá por dois motivos: o primeiro, para garantir a diversidade de manifestações (por isso, o plural) e a fuga de um concepção de arte pensada a partir de um parâmetro estético mais estático, que considerasse apenas as formas mais hegemônicas e legitimadas, muitas vezes condensadas no que se costuma chamar de cultura erudita; o segundo, que diz mais respeito ao adjetivo “urbano”, aponta para o espaço por excelência de dessa produção cultural, que é o espaço público, da cidade. Este segundo aspecto nos permite também tencionar a relação entre favelas e cidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As favelas contribuem, literalmente, para a construção da cidade, com sua mão de obra e suor, todavia, pouco consegue gozar da urbanidade que ela proporciona, sobretudo em termos de direitos. Inclusive os culturais, este de, ao menos, duas maneiras, seja invisibilizando e criminalizando suas manifestações artísticas, seja negando-lhes contato com outras produções, mesmo as mais mainstream. Por exemplo, o afastamento do cinema ou de teatros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, por fazerem parte da cidade, qualquer espaço público nas favelas é também, um espaço urbano, e por isso ficamos tranquilos para falar em artes urbanas. Quando pensamos o Complexo do Alemão, é importante pensar que sua produção artística não se esgota nos seus limites territoriais, se articulando com seu entorno. O funk é um exemplo disso, e o mesmo pode ser visto com mais detalhes, em outro verbete. Neste, o foco recairá sobre outras manifestações artísticas, em particular, o Grafite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grafite, em si, já é uma manifestação pública e de resistência. É importante ter em mente que não se busca aqui capturar os sentidos da produção artística favelada apenas para a resistência, uma vez que ela pode ter também os fins de entretenimento e leitura da realidade que as artes têm em qualquer sistema cultural. Porém, é inegável que, pela criminalização pelas quais as populações faveladas passam, qualquer manifestação artística, por mais despretensiosa que seja, ao chegar ao espaço público já tenciona a produção do espaço urbano, mesmo que não seja seu objetivo. É o caso por exemplo, do projeto que transformou a avenida central do Alemão em uma galeria a céu aberto, a qual foi destruída, pelas obras do PAC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segue um vídeo que mostra grafite feito na entrada do complexo alemão, em 2011:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#evu:https://www.youtube.com/watch?v=dsVfETQNrfg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
[[Category:Arte Urbana]] [[Category:Grafite]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Yumi Murata</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://homologacao2.wikifavelas.com.br/index.php?title=Artes_urbanas_e_favelas&amp;diff=2880</id>
		<title>Artes urbanas e favelas</title>
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		<updated>2019-12-12T18:20:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Yumi Murata: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Autores: Tiago e David (Raízes em Movimento)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
A ideia de falar em “artes urbanas” para tratar deste tipo de expressão por parte das populações faveladas se dá por dois motivos: o primeiro, para garantir a diversidade de manifestações (por isso, o plural) e a fuga de um concepção de arte pensada a partir de um parâmetro estético mais estático, que considerasse apenas as formas mais hegemônicas e legitimadas, muitas vezes condensadas no que se costuma chamar de cultura erudita; o segundo, que diz mais respeito ao adjetivo “urbano”, aponta para o espaço por excelência de dessa produção cultural, que é o espaço público, da cidade. Este segundo aspecto nos permite também tencionar a relação entre favelas e cidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As favelas contribuem, literalmente, para a construção da cidade, com sua mão de obra e suor, todavia, pouco consegue gozar da urbanidade que ela proporciona, sobretudo em termos de direitos. Inclusive os culturais, este de, ao menos, duas maneiras, seja invisibilizando e criminalizando suas manifestações artísticas, seja negando-lhes contato com outras produções, mesmo as mais mainstream. Por exemplo, o afastamento do cinema ou de teatros.&lt;br /&gt;
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Por outro lado, por fazerem parte da cidade, qualquer espaço público nas favelas é também, um espaço urbano, e por isso ficamos tranquilos para falar em artes urbanas. Quando pensamos o Complexo do Alemão, é importante pensar que sua produção artística não se esgota nos seus limites territoriais, se articulando com seu entorno. O funk é um exemplo disso, e o mesmo pode ser visto com mais detalhes, em outro verbete. Neste, o foco recairá sobre outras manifestações artísticas, em particular, o Grafite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grafite, em si, já é uma manifestação pública e de resistência. É importante ter em mente que não se busca aqui capturar os sentidos da produção artística favelada apenas para a resistência, uma vez que ela pode ter também os fins de entretenimento e leitura da realidade que as artes têm em qualquer sistema cultural. Porém, é inegável que, pela criminalização pelas quais as populações faveladas passam, qualquer manifestação artística, por mais despretensiosa que seja, ao chegar ao espaço público já tenciona a produção do espaço urbano, mesmo que não seja seu objetivo. É o caso por exemplo, do projeto que transformou a avenida central do Alemão em uma galeria a céu aberto, a qual foi destruída, pelas obras do PAC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segue um vídeo que mostra grafite feito na entrada do complexo alemão, em 2011:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
((#evu:https://www.youtube.com/watch?v=dsVfETQNrfg))&lt;br /&gt;
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[[Category:Arte Urbana]] [[Category:Grafite]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Yumi Murata</name></author>
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