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	<title>Asfixia - Histórico de revisão</title>
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		<title>Caiqueazael em 17h46min de 7 de abril de 2020</title>
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Entretanto, observa-se não apenas a frequência da escolha da palavra para nomear operações militarizadas em territórios de favelas e periferias, como também a sistematicidade de práticas violadoras de direitos nesses contextos de operação.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&amp;gt;“Asfixia”, portanto, é palavra cuja leitura deve estar atenta às convenções gramaticais e também às convenções internacionais de Direitos Humanos, afinal, nos contextos de favelas e periferias, “asfixia” remete a decisões políticas, julgamentos morais e justiçamentos extra-legais. Mais que um nome de operação – “asfixia” configura-se ao mesmo tempo enquanto meta e resultado a ser atingido por agentes armados de estado no exercício de suas funções.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&amp;gt;Segundo Houaiss&amp;lt;ref&amp;gt;HOUAISS, A. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antonio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.&amp;lt;/ref&amp;gt;, a palavra “asfixia” também pode ser definida por derivação (sentido figurado), da seguinte forma: “sujeição à tirania; opressão e/ou cobrança de posições morais ou sociais que dão origem à privação de certas liberdades”. Faz-se imprescindível ressaltar que, para moradoras e moradores das favelas cariocas, esse sentido figurado do termo constrói experiências cotidianas e determinantes para suas rotinas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&amp;gt;Fazer essa referência ao sentido figurado do termo não exclui, no entanto, a aplicação do uso denotativo da palavra asfixia e do verbo asfixiar em meio ao léxico - e ações - das políticas de segurança pública. A utilização não se encerra na nomeação de operações violentas, mas marca as próprias práticas de violações de direitos ao compor o repertório de ações utilizado por estes agentes de estado quando estão em contato de proximidade com moradoras de moradores de favelas. Um dos casos emblemáticos da asfixia colocada em prática pelos agentes da segurança pública foi o homicídio de Paulo Roberto Pinho de Menezes: no dia 17 de outubro de 2013, Paulo Roberto, jovem, negro, de 18 anos, foi espancado até a morte por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos, onde morava&amp;lt;ref&amp;gt;BARROS, Rachel (2016). Urbanização e “pacificação” em Manguinhos. Um olhar etnográfico sobre sociabilidade e ações de governo. Tese de Doutorado –Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Estudos Sociais e Políticos, 2016.&amp;lt;/ref&amp;gt;. Dois meses após os fatos, um laudo complementar do Instituto Médico Legal comprovou que a morte do jovem ocorreu por &quot;asfixia mecânica&quot; e cinco policiais envolvidos no crime foram indiciados por lesão corporal seguida de morte.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&amp;gt;Assim, quando se pensa em asfixia nos contextos urbanos militarizados, deve-se considerar também as mortes causadas por &quot;asfixia mecânica&quot; enquanto prática que compõe o repertório de ações de agentes da segurança pública.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt; &lt;/del&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&amp;gt;Pensando especificamente no contexto militarizado do estado do Rio de Janeiro, é importante registrar que a palavra asfixia passou a ser acionada por agentes de estado que atuam no campo da segurança pública em diferentes momentos considerados de “crise” ou de “exceção” no Rio de Janeiro. 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A utilização não se encerra na nomeação de operações violentas, mas marca as próprias práticas de violações de direitos ao compor o repertório de ações utilizado por estes agentes de estado quando estão em contato de proximidade com moradoras de moradores de favelas. Um dos casos emblemáticos da asfixia colocada em prática pelos agentes da segurança pública foi o homicídio de Paulo Roberto Pinho de Menezes: no dia 17 de outubro de 2013, Paulo Roberto, jovem, negro, de 18 anos, foi espancado até a morte por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos, onde morava&amp;lt;ref&amp;gt;BARROS, Rachel (2016). Urbanização e “pacificação” em Manguinhos. Um olhar etnográfico sobre sociabilidade e ações de governo. Tese de Doutorado –Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Estudos Sociais e Políticos, 2016.&amp;lt;/ref&amp;gt;. Dois meses após os fatos, um laudo complementar do Instituto Médico Legal comprovou que a morte do jovem ocorreu por &quot;asfixia mecânica&quot; e cinco policiais envolvidos no crime foram indiciados por lesão corporal seguida de morte.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&amp;gt;Assim, quando se pensa em asfixia nos contextos urbanos militarizados, deve-se considerar também as mortes causadas por &quot;asfixia mecânica&quot; enquanto prática que compõe o repertório de ações de agentes da segurança pública.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;  &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<title>Caiqueazael em 23h47min de 4 de abril de 2020</title>
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Entretanto, observa-se não apenas a frequência da escolha da palavra para nomear operações militarizadas em territórios de favelas e periferias, como também a sistematicidade de práticas violadoras de direitos nesses contextos de operação.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify&amp;quot;&amp;gt;“Asfixia”, portanto, é palavra cuja leitura deve estar atenta às convenções gramaticais e também às convenções internacionais de Direitos Humanos, afinal, nos contextos de favelas e periferias, “asfixia” remete a decisões políticas, julgamentos morais e justiçamentos extra-legais. Mais que um nome de operação – “asfixia” configura-se ao mesmo tempo enquanto meta e resultado a ser atingido por agentes armados de estado no exercício de suas funções.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify&amp;quot;&amp;gt;Segundo Houaiss&amp;lt;ref&amp;gt;HOUAISS, A. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antonio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.&amp;lt;/ref&amp;gt;, a palavra “asfixia” também pode ser definida por derivação (sentido figurado), da seguinte forma: “sujeição à tirania; opressão e/ou cobrança de posições morais ou sociais que dão origem à privação de certas liberdades”. Faz-se imprescindível ressaltar que, para moradoras e moradores das favelas cariocas, esse sentido figurado do termo constrói experiências cotidianas e determinantes para suas rotinas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify&amp;quot;&amp;gt;Fazer essa referência ao sentido figurado do termo não exclui, no entanto, a aplicação do uso denotativo da palavra asfixia e do verbo asfixiar em meio ao léxico - e ações - das políticas de segurança pública. A utilização não se encerra na nomeação de operações violentas, mas marca as próprias práticas de violações de direitos ao compor o repertório de ações utilizado por estes agentes de estado quando estão em contato de proximidade com moradoras de moradores de favelas. Um dos casos emblemáticos da asfixia colocada em prática pelos agentes da segurança pública foi o homicídio de Paulo Roberto Pinho de Menezes: no dia 17 de outubro de 2013, Paulo Roberto, jovem, negro, de 18 anos, foi espancado até a morte por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos, onde morava&amp;lt;ref&amp;gt;BARROS, Rachel (2016). Urbanização e “pacificação” em Manguinhos. Um olhar etnográfico sobre sociabilidade e ações de governo. Tese de Doutorado –Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Estudos Sociais e Políticos, 2016.&amp;lt;/ref&amp;gt;. Dois meses após os fatos, um laudo complementar do Instituto Médico Legal comprovou que a morte do jovem ocorreu por &amp;quot;asfixia mecânica&amp;quot; e cinco policiais envolvidos no crime foram indiciados por lesão corporal seguida de morte.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify&amp;quot;&amp;gt;Assim, quando se pensa em asfixia nos contextos urbanos militarizados, deve-se considerar também as mortes causadas por &amp;quot;asfixia mecânica&amp;quot; enquanto prática que compõe o repertório de ações de agentes da segurança pública.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify&amp;quot;&amp;gt;Pensando especificamente no contexto militarizado do estado do Rio de Janeiro, é importante registrar que a palavra asfixia passou a ser acionada por agentes de estado que atuam no campo da segurança pública em diferentes momentos considerados de “crise” ou de “exceção” no Rio de Janeiro. 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A utilização não se encerra na nomeação de operações violentas, mas marca as próprias práticas de violações de direitos ao compor o repertório de ações utilizado por estes agentes de estado quando estão em contato de proximidade com moradoras de moradores de favelas. Um dos casos emblemáticos da asfixia colocada em prática pelos agentes da segurança pública foi o homicídio de Paulo Roberto Pinho de Menezes: no dia 17 de outubro de 2013, Paulo Roberto, jovem, negro, de 18 anos, foi espancado até a morte por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos, onde morava&amp;lt;ref&amp;gt;BARROS, Rachel (2016). Urbanização e “pacificação” em Manguinhos. Um olhar etnográfico sobre sociabilidade e ações de governo. Tese de Doutorado –Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Estudos Sociais e Políticos, 2016.&amp;lt;/ref&amp;gt;. 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		<author><name>Caiqueazael</name></author>
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		<title>Caiqueazael em 13h59min de 28 de janeiro de 2020</title>
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		<author><name>Caiqueazael</name></author>
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		<title>Ferraz: Em &quot;Março de 2016&quot;, alguns dos lugares citados não são necessariamente favelas, mas sim bairros que possuem favelas.</title>
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		<updated>2019-12-12T18:27:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Em &amp;quot;Março de 2016&amp;quot;, alguns dos lugares citados não são necessariamente favelas, mas sim bairros que possuem favelas.&lt;/p&gt;
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				&lt;td colspan=&quot;2&quot; style=&quot;background-color: #fff; color: #202122; text-align: center;&quot;&gt;Edição das 15h27min de 12 de dezembro de 2019&lt;/td&gt;
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		<title>Ferraz: Desfeita a edição 2883 de Ferraz (Discussão)</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Desfeita a edição 2883 de &lt;a href=&quot;/index.php/Especial:Contribui%C3%A7%C3%B5es/Ferraz&quot; title=&quot;Especial:Contribuições/Ferraz&quot;&gt;Ferraz&lt;/a&gt; (&lt;a href=&quot;/index.php?title=Usu%C3%A1rio_Discuss%C3%A3o:Ferraz&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; class=&quot;new&quot; title=&quot;Usuário Discussão:Ferraz (página inexistente)&quot;&gt;Discussão&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
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		<author><name>Ferraz</name></author>
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		<title>Ferraz: Na parte &quot;Março de 2016,</title>
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Entretanto, observa-se não apenas a frequência da escolha da palavra para nomear operações militarizadas em territórios de favelas e periferias, como também a sistematicidade de práticas violadoras de direitos nesses contextos de operação.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;;&lt;/del&gt;&quot;&amp;gt;“Asfixia”, portanto, é palavra cuja leitura deve estar atenta às convenções gramaticais e também às convenções internacionais de Direitos Humanos, afinal, nos contextos de favelas e periferias, “asfixia” remete a decisões políticas, julgamentos morais e justiçamentos extra-legais. Mais que um nome de operação – “asfixia” configura-se ao mesmo tempo enquanto meta e resultado a ser atingido por agentes armados de estado no exercício de suas funções.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;;&lt;/del&gt;&quot;&amp;gt;Segundo Houaiss&amp;lt;ref&amp;gt;HOUAISS, A. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antonio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.&amp;lt;/ref&amp;gt;, a palavra “asfixia” também pode ser definida por derivação (sentido figurado), da seguinte forma: “sujeição à tirania; opressão e/ou cobrança de posições morais ou sociais que dão origem à privação de certas liberdades”. Faz-se imprescindível ressaltar que, para moradoras e moradores das favelas cariocas, esse sentido figurado do termo constrói experiências cotidianas e determinantes para suas rotinas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;;&lt;/del&gt;&quot;&amp;gt;Fazer essa referência ao sentido figurado do termo não exclui, no entanto, a aplicação do uso denotativo da palavra asfixia e do verbo asfixiar em meio ao léxico - e ações - das políticas de segurança pública. A utilização não se encerra na nomeação de operações violentas, mas marca as próprias práticas de violações de direitos ao compor o repertório de ações utilizado por estes agentes de estado quando estão em contato de proximidade com moradoras de moradores de favelas. Um dos casos emblemáticos da asfixia colocada em prática pelos agentes da segurança pública foi o homicídio de Paulo Roberto Pinho de Menezes: no dia 17 de outubro de 2013, Paulo Roberto, jovem, negro, de 18 anos, foi espancado até a morte por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos, onde morava&amp;lt;ref&amp;gt;BARROS, Rachel (2016). Urbanização e “pacificação” em Manguinhos. Um olhar etnográfico sobre sociabilidade e ações de governo. Tese de Doutorado –Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Estudos Sociais e Políticos, 2016.&amp;lt;/ref&amp;gt;. Dois meses após os fatos, um laudo complementar do Instituto Médico Legal comprovou que a morte do jovem ocorreu por &quot;asfixia mecânica&quot; e cinco policiais envolvidos no crime foram indiciados por lesão corporal seguida de morte.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;;&lt;/del&gt;&quot;&amp;gt;Assim, quando se pensa em asfixia nos contextos urbanos militarizados, deve-se considerar também as mortes causadas por &quot;asfixia mecânica&quot; enquanto prática que compõe o repertório de ações de agentes da segurança pública.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;;&lt;/del&gt;&quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&amp;gt;Pensando especificamente no contexto militarizado do estado do Rio de Janeiro, é importante registrar que a palavra asfixia passou a ser acionada por agentes de estado que atuam no campo da segurança pública em diferentes momentos considerados de “crise” ou de “exceção” no Rio de Janeiro. 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		<author><name>Ferraz</name></author>
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		<title>Caiqueazael em 14h39min de 9 de novembro de 2019</title>
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Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antonio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.&amp;lt;/ref&amp;gt;. O verbo transitivo ‘asfixiar’ significa “causar asfixia a” ou “matar por asfixia; sufocar, abafar”&amp;lt;ref&amp;gt;FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.&amp;lt;/ref&amp;gt;. De acordo com as regras gramaticais da língua portuguesa, o verbo transitivo exige um complemento – o objeto que será regido pelo verbo. Qual seria o complemento do verbo asfixiar durante as variadas Operações Asfixia protagonizadas por agentes da Segurança Pública no Rio de Janeiro? Quem ou o quê estaria sendo morto por asfixia, sufocado ou abafado?&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;/del&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Pensando especificamente no contexto militarizado do estado do Rio de Janeiro, é importante registrar que a palavra asfixia passou a ser acionada por agentes de estado que atuam no campo da segurança pública em diferentes momentos considerados de “crise” ou de “exceção” no Rio de Janeiro. Entretanto, observa-se não apenas a frequência da escolha da palavra para nomear operações militarizadas em territórios de favelas e periferias, como também a sistematicidade de práticas violadoras de direitos nesses contextos de operação.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;“Asfixia”, portanto, é palavra cuja leitura deve estar atenta às convenções gramaticais e também às convenções internacionais de Direitos Humanos, afinal, nos contextos de favelas e periferias, “asfixia” remete a decisões políticas, julgamentos morais e justiçamentos extra-legais. Mais que um nome de operação – “asfixia” configura-se ao mesmo tempo enquanto meta e resultado a ser atingido por agentes armados de estado no exercício de suas funções.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Segundo Houaiss&amp;lt;ref&amp;gt;HOUAISS, A. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antonio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.&amp;lt;/ref&amp;gt;, a palavra “asfixia” também pode ser definida por derivação (sentido figurado), da seguinte forma: “sujeição à tirania; opressão e/ou cobrança de posições morais ou sociais que dão origem à privação de certas liberdades”. Faz-se imprescindível ressaltar que, para moradoras e moradores das favelas cariocas, esse sentido figurado do termo constrói experiências cotidianas e determinantes para suas rotinas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Fazer essa referência ao sentido figurado do termo não exclui, no entanto, a aplicação do uso denotativo da palavra asfixia e do verbo asfixiar em meio ao léxico - e ações - das políticas de segurança pública. A utilização não se encerra na nomeação de operações violentas, mas marca as próprias práticas de violações de direitos ao compor o repertório de ações utilizado por estes agentes de estado quando estão em contato de proximidade com moradoras de moradores de favelas. Um dos casos emblemáticos da asfixia colocada em prática pelos agentes da segurança pública foi o homicídio de Paulo Roberto Pinho de Menezes: no dia 17 de outubro de 2013, Paulo Roberto, jovem, negro, de 18 anos, foi espancado até a morte por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos, onde morava&amp;lt;ref&amp;gt;BARROS, Rachel (2016). Urbanização e “pacificação” em Manguinhos. Um olhar etnográfico sobre sociabilidade e ações de governo. Tese de Doutorado –Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Estudos Sociais e Políticos, 2016.&amp;lt;/ref&amp;gt;. Dois meses após os fatos, um laudo complementar do Instituto Médico Legal comprovou que a morte do jovem ocorreu por &quot;asfixia mecânica&quot; e cinco policiais envolvidos no crime foram indiciados por lesão corporal seguida de morte.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Assim, quando se pensa em asfixia nos contextos urbanos militarizados, deve-se considerar também as mortes causadas por &quot;asfixia mecânica&quot; enquanto prática que compõe o repertório de ações de agentes da segurança pública.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<author><name>Caiqueazael</name></author>
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		<title>Carolina Rocha Silva em 00h45min de 25 de junho de 2019</title>
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Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.&amp;lt;/ref&amp;gt;, ou ainda “dificuldade ou impossibilidade de respirar, que pode levar à anóxia; pode ser causada por estrangulamento, afogamento, inalação de gases tóxicos, obstruções mecânicas ou infecciosas das vias aéreas superiores etc.” &amp;lt;ref&amp;gt;HOUAISS, A. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antonio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.&amp;lt;/ref&amp;gt;. O verbo transitivo ‘asfixiar’ significa “causar asfixia a” ou “matar por asfixia; sufocar, abafar”&amp;lt;ref&amp;gt;FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.&amp;lt;/ref&amp;gt;. De acordo com as regras gramaticais da língua portuguesa, o verbo transitivo exige um complemento – o objeto que será regido pelo verbo. Qual seria o complemento do verbo asfixiar durante as variadas Operações Asfixia protagonizadas por agentes da Segurança Pública no Rio de Janeiro? Quem ou o quê estaria sendo morto por asfixia, sufocado ou abafado?&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&lt;/ins&gt;Pensando especificamente no contexto militarizado do estado do Rio de Janeiro, é importante registrar que a palavra asfixia passou a ser acionada por agentes de estado que atuam no campo da segurança pública em diferentes momentos considerados de “crise” ou de “exceção” no Rio de Janeiro. Entretanto, observa-se não apenas a frequência da escolha da palavra para nomear operações militarizadas em territórios de favelas e periferias, como também a sistematicidade de práticas violadoras de direitos nesses contextos de operação.&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&lt;/ins&gt;“Asfixia”, portanto, é palavra cuja leitura deve estar atenta às convenções gramaticais e também às convenções internacionais de Direitos Humanos, afinal, nos contextos de favelas e periferias, “asfixia” remete a decisões políticas, julgamentos morais e justiçamentos extra-legais. Mais que um nome de operação – “asfixia” configura-se ao mesmo tempo enquanto meta e resultado a ser atingido por agentes armados de estado no exercício de suas funções.&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&lt;/ins&gt;Segundo Houaiss&amp;lt;ref&amp;gt;HOUAISS, A. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antonio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.&amp;lt;/ref&amp;gt;, a palavra “asfixia” também pode ser definida por derivação (sentido figurado), da seguinte forma: “sujeição à tirania; opressão e/ou cobrança de posições morais ou sociais que dão origem à privação de certas liberdades”. Faz-se imprescindível ressaltar que, para moradoras e moradores das favelas cariocas, esse sentido figurado do termo constrói experiências cotidianas e determinantes para suas rotinas.&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&lt;/ins&gt;Fazer essa referência ao sentido figurado do termo não exclui, no entanto, a aplicação do uso denotativo da palavra asfixia e do verbo asfixiar em meio ao léxico - e ações - das políticas de segurança pública. A utilização não se encerra na nomeação de operações violentas, mas marca as próprias práticas de violações de direitos ao compor o repertório de ações utilizado por estes agentes de estado quando estão em contato de proximidade com moradoras de moradores de favelas. Um dos casos emblemáticos da asfixia colocada em prática pelos agentes da segurança pública foi o homicídio de Paulo Roberto Pinho de Menezes: no dia 17 de outubro de 2013, Paulo Roberto, jovem, negro, de 18 anos, foi espancado até a morte por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos, onde morava&amp;lt;ref&amp;gt;BARROS, Rachel (2016). Urbanização e “pacificação” em Manguinhos. Um olhar etnográfico sobre sociabilidade e ações de governo. Tese de Doutorado –Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Estudos Sociais e Políticos, 2016.&amp;lt;/ref&amp;gt;. Dois meses após os fatos, um laudo complementar do Instituto Médico Legal comprovou que a morte do jovem ocorreu por &quot;asfixia mecânica&quot; e cinco policiais envolvidos no crime foram indiciados por lesão corporal seguida de morte.&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&lt;/ins&gt;Assim, quando se pensa em asfixia nos contextos urbanos militarizados, deve-se considerar também as mortes causadas por &quot;asfixia mecânica&quot; enquanto prática que compõe o repertório de ações de agentes da segurança pública.&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&lt;/ins&gt;&amp;amp;nbsp;&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;lt;/p&amp;gt;  &lt;/ins&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<author><name>Carolina Rocha Silva</name></author>
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		<title>Carolina Rocha Silva em 00h41min de 25 de junho de 2019</title>
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		<author><name>Carolina Rocha Silva</name></author>
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