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	<title>Mapeamento das homenagens a Marielle Franco - Histórico de revisão</title>
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		<title>Hércules da Silva Xavier Ferreira em 22h43min de 14 de julho de 2020</title>
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		<updated>2020-07-14T22:43:36Z</updated>

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				&lt;td colspan=&quot;2&quot; style=&quot;background-color: #fff; color: #202122; text-align: center;&quot;&gt;Edição das 19h43min de 14 de julho de 2020&lt;/td&gt;
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Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em um só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. Sempre há o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e história pessoal ou mesmo os ideais de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;. Foi o triste &quot;dia em que nós acordamos chorando&quot;, conforme palavras da irmã&amp;amp;nbsp;Anielle Franco, em ato após o primeiro ano de seu luto familiar.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;br&lt;/del&gt;/&amp;gt; &amp;lt;&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;br/&lt;/del&gt;&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém_(depoimento)|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp;2008. &amp;amp;nbsp;Disponível em:&amp;amp;nbsp;&amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. Último acesso em 22&amp;amp;nbsp; de out de&amp;amp;nbsp; 2019.&amp;lt;/p&amp;gt;  &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;: &amp;lt;bdi&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Usuário:Hércules_da_Silva_Xavier_Ferreira&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1 Hércules da Silva Xavier Ferreira].&amp;lt;/bdi&amp;gt;&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Há uma dor que não cessa na cidade carioca, ocasionada pela violência contra a democracia que afetou a muitos. 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Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. Sempre há o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e história pessoal ou mesmo os ideais de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;. 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O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. 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		<author><name>Hércules da Silva Xavier Ferreira</name></author>
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		<title>Gabriel em 19h30min de 14 de julho de 2020</title>
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		<author><name>Gabriel</name></author>
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		<title>Hércules da Silva Xavier Ferreira em 19h30min de 8 de junho de 2020</title>
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Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em um só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. Sempre há o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e história pessoal ou mesmo os ideais de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;. Foi o triste &quot;dia em que nós acordamos chorando&quot;, conforme palavras da irmã&amp;amp;nbsp;Anielle Franco, em ato após o primeiro ano de seu luto familiar.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém_(depoimento)|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;2008 . &lt;/del&gt;&amp;amp;nbsp; &lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;Available from &lt;/del&gt;&amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. &lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;access on &amp;amp;nbsp;&lt;/del&gt;22 &amp;amp;nbsp;&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;Oct. &lt;/del&gt;&amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt; &lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt; &lt;/del&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;: &amp;lt;bdi&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Usuário:Hércules_da_Silva_Xavier_Ferreira&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1 Hércules da Silva Xavier Ferreira].&amp;lt;/bdi&amp;gt;&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Há uma dor que não cessa na cidade carioca, ocasionada pela violência contra a democracia que afetou a muitos. Na rua cujo nome remete&amp;amp;nbsp;ao falecido líder máximo católico, João Paulo Primeiro, a vereadora Marielle Franco teve sua vida subtraída do convívio dos seus, em vil ato que buscou, sobremaneira, calar sua voz. Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em um só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. Sempre há o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e história pessoal ou mesmo os ideais de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;. Foi o triste &quot;dia em que nós acordamos chorando&quot;, conforme palavras da irmã&amp;amp;nbsp;Anielle Franco, em ato após o primeiro ano de seu luto familiar.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém_(depoimento)|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp;&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;2008. &lt;/ins&gt;&amp;amp;nbsp;&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;Disponível em:&lt;/ins&gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. &lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;Último acesso em &lt;/ins&gt;22&amp;amp;nbsp; &lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;de out de&lt;/ins&gt;&amp;amp;nbsp; 2019&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;.&lt;/ins&gt;&amp;lt;/p&amp;gt;  &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<author><name>Hércules da Silva Xavier Ferreira</name></author>
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		<title>Clara em 13h38min de 15 de abril de 2020</title>
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		<updated>2020-04-15T13:38:54Z</updated>

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Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em um só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. Sempre há o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e história pessoal ou mesmo os ideais de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &amp;quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&amp;quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&amp;quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&amp;quot;. Foi o triste &amp;quot;dia em que nós acordamos chorando&amp;quot;, conforme palavras da irmã&amp;amp;nbsp;Anielle Franco, em ato após o primeiro ano de seu luto familiar.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Acesso -&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;A comunidade do &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Instagram &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &amp;#039;&amp;#039;hashtags &amp;#039;&amp;#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. 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Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém_(depoimento)|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;REFERÊNCIAS&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &amp;#039;problemática dos lugares&amp;#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Autor&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;: &amp;lt;bdi&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Usuário:Hércules_da_Silva_Xavier_Ferreira&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1 Hércules da Silva Xavier Ferreira].&amp;lt;/bdi&amp;gt;&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Há uma dor que não cessa na cidade carioca, ocasionada pela violência contra a democracia que afetou a muitos. Na rua cujo nome remete&amp;amp;nbsp;ao falecido líder máximo católico, João Paulo Primeiro, a vereadora Marielle Franco teve sua vida subtraída do convívio dos seus, em vil ato que buscou, sobremaneira, calar sua voz. Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em um só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. Sempre há o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e história pessoal ou mesmo os ideais de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &amp;quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&amp;quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&amp;quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&amp;quot;. Foi o triste &amp;quot;dia em que nós acordamos chorando&amp;quot;, conforme palavras da irmã&amp;amp;nbsp;Anielle Franco, em ato após o primeiro ano de seu luto familiar.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Acesso -&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;A comunidade do &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Instagram &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &amp;#039;&amp;#039;hashtags &amp;#039;&amp;#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;IPHAN&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém_(depoimento)|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;REFERÊNCIAS&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &amp;#039;problemática dos lugares&amp;#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<author><name>Clara</name></author>
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		<title>Hércules da Silva Xavier Ferreira em 02h29min de 5 de março de 2020</title>
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Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em um só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. &lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;É que &lt;/del&gt;há &lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;sempre &lt;/del&gt;o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e &lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;memória &lt;/del&gt;ou mesmo os &lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;ideias &lt;/del&gt;de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. 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De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. 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Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém_(depoimento)|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;: &amp;lt;bdi&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Usuário:Hércules_da_Silva_Xavier_Ferreira&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1 Hércules da Silva Xavier Ferreira].&amp;lt;/bdi&amp;gt;&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Há uma dor que não cessa na cidade carioca, ocasionada pela violência contra a democracia que afetou a muitos. Na rua cujo nome remete&amp;amp;nbsp;ao falecido líder máximo católico, João Paulo Primeiro, a vereadora Marielle Franco teve sua vida subtraída do convívio dos seus, em vil ato que buscou, sobremaneira, calar sua voz. Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em um só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. 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Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;. 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A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. 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ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<author><name>Hércules da Silva Xavier Ferreira</name></author>
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Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em um só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. É que há sempre o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e memória ou mesmo os ideias de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. 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Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém&lt;/del&gt;|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;: &amp;lt;bdi&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Usuário:Hércules_da_Silva_Xavier_Ferreira&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1 Hércules da Silva Xavier Ferreira].&amp;lt;/bdi&amp;gt;&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Há uma dor que não cessa na cidade carioca, ocasionada pela violência contra a democracia que afetou a muitos. Na rua cujo nome remete&amp;amp;nbsp;ao falecido líder máximo católico, João Paulo Primeiro, a vereadora Marielle Franco teve sua vida subtraída do convívio dos seus, em vil ato que buscou, sobremaneira, calar sua voz. Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em um só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. É que há sempre o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e memória ou mesmo os ideias de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém_(depoimento)&lt;/ins&gt;|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. É que há sempre o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e memória ou mesmo os ideias de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. 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Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;: &amp;lt;bdi&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Usuário:Hércules_da_Silva_Xavier_Ferreira&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1 Hércules da Silva Xavier Ferreira].&amp;lt;/bdi&amp;gt;&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Há uma dor que não cessa na cidade carioca, ocasionada pela violência contra a democracia que afetou a muitos. Na rua cujo nome remete&amp;amp;nbsp;ao falecido líder máximo católico, João Paulo Primeiro, a vereadora Marielle Franco teve sua vida subtraída do convívio dos seus, em vil ato que buscou, sobremaneira, calar sua voz. Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em &lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;um &lt;/ins&gt;só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. É que há sempre o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e memória ou mesmo os ideias de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<author><name>Hércules da Silva Xavier Ferreira</name></author>
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Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. É que há sempre o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e memória ou mesmo os ideias de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. 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Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;: &amp;lt;bdi&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Usuário:Hércules_da_Silva_Xavier_Ferreira&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1 Hércules da Silva Xavier Ferreira].&amp;lt;/bdi&amp;gt;&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Há uma dor que não cessa na cidade carioca, ocasionada pela violência contra a democracia que afetou a muitos. Na rua cujo nome remete&amp;amp;nbsp;ao falecido líder máximo católico, João Paulo Primeiro, a vereadora Marielle Franco teve sua vida subtraída do convívio dos seus, em vil ato que buscou, sobremaneira, calar sua voz. Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado da vida, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto (forte vereadora), estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram desenvolvidas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo&amp;amp;nbsp;o nome desse Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. É que há sempre o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e memória ou mesmo os ideias de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse (em contexto próprio) que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;br/&amp;gt; &amp;lt;br/&amp;gt; Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do &lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;o &lt;/del&gt;Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto&lt;del style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;, da &lt;/del&gt;forte vereadora, estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. 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De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. 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Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;: &amp;lt;bdi&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Usuário:Hércules_da_Silva_Xavier_Ferreira&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1 Hércules da Silva Xavier Ferreira].&amp;lt;/bdi&amp;gt;&amp;lt;&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;br&lt;/ins&gt;/&amp;gt; &amp;lt;&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;br&lt;/ins&gt;/&amp;gt; Há uma dor que não cessa na cidade carioca, ocasionada pela violência contra a democracia que afetou a muitos. Na rua cujo nome remete&amp;amp;nbsp;ao &lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;falecido líder &lt;/ins&gt;máximo católico, João Paulo Primeiro, a vereadora Marielle Franco teve sua vida subtraída do convívio dos seus, em vil ato que buscou, sobremaneira, calar sua voz. Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado &lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;da vida&lt;/ins&gt;, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto &lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;(&lt;/ins&gt;forte vereadora&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;)&lt;/ins&gt;, estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. 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Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse &lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;(em contexto próprio) &lt;/ins&gt;que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em &quot;referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. 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São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. 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		<author><name>Hércules da Silva Xavier Ferreira</name></author>
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Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do o Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto, da forte vereadora, estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram criadas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo nomeando o Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. É que há sempre o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e memória ou mesmo os ideias de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em &quot;referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;: &amp;lt;bdi&amp;gt;[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Usuário:Hércules_da_Silva_Xavier_Ferreira&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1 Hércules da Silva Xavier Ferreira].&amp;lt;/bdi&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Há uma dor que não cessa na cidade carioca, ocasionada pela violência contra a democracia que afetou a muitos. Na rua cujo nome remete&amp;amp;nbsp;ao máximo líder católico, João Paulo Primeiro, a vereadora Marielle Franco teve sua vida subtraída do convívio dos seus, em vil ato que buscou, sobremaneira, calar sua voz. Se na ocasião a perícia contou todas as balas possíveis que perfuraram o carro em que estava, conduzido pelo motorista Anderson Gomes que foi igualmente retirado, impossível foi o cálculo de todas as pessoas atingidas e que, no comum da mesma dor, ergueram suas vozes em só coro por justiça: quem mandou matar?&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A ausência da vereadora&amp;amp;nbsp;[[Marielle_Franco|Marielle]] torna-se força a partir dessa dor que ressignificou o luto em luta, pois não haverá descanso enquanto o crime não for elucidado. Em atos de memória&amp;amp;nbsp;recupera-se de alguma maneira sua presença e seus ideais. Esses atos encontram os mais diversos suportes, tanto pela intervenção urbana com grafites, lambe-lambes, colagens, estêncis, frases de efeito, placa! e estão espalhados pelo Rio de Janeiro, Brasil, América Latina, ganhando o restante do o Mundo. Seu rosto, seu corpo e seu gesto, da forte vereadora, estampam os mais variados murais, postes, ruas e inúmeros outros locais. Outras formas de lembrá-la foram criadas, como o biscuit, pipa, bandeiras, bloco de carnaval, enredo de escola de samba, costura, boneca de feltro, escultura, carimbo, funk, MPB, bolsa acadêmica, roupas e mesmo nomeando o Dicionário de Favelas.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;É uma verdadeira memória em trânsito, avançando por vários espaços e alcançando novos entendimentos, inclusive. É que há sempre o perigo, por melhor que sejam as intenções das homenagens, de ofender de alguma maneira sua imagem e memória ou mesmo os ideias de sua luta política, na intransigente defesa dos direitos humanos. Como bem disse&amp;amp;nbsp; o poeta Carlos Drummond de Andrade, em seu poema Confidência do Itabirano, &quot;Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!&quot;. De alguma maneira estes versos reforçam as falas da (§)ativista&amp;amp;nbsp;Indianare Siqueira, quando no lançamento do livro de Amara Moira, disse que&amp;amp;nbsp;&quot;não lhe quero como nome em uma placa, não quero como bottom, não quero como&amp;amp;nbsp;estêncil numa blusa, a quero com vida&quot;.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Para melhor acompanhar essas mudanças e registrar os pontos em que surgiram os grafites e demais atos de memória, criou-se o respectivo mapa:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Acesso -&#039;&#039;&#039;&amp;amp;nbsp;[https://tinyurl.com/memoriamarielle https://tinyurl.com/memoriamarielle]&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Esse trabalho surgiu como desdobramento de um outro, que mapeia as práticas culturais de cunho tanatológico, isso é, os modos como o luto é ressignificado em locais de memória na relação com a ruptura trágica (acidentes, crimes, catástrofes). A partir disso, observou-se que desde o doloroso dia 14 de março de 2018, várias manifestações artísticas ou de intervenções urbanas&amp;amp;nbsp;(dos mais variados tipos conforme já mencionados), foram aparecendo pelas ruas, dos quais categorizam-se os seguintes: pipa, brincos, tatuagens, camisetas, bandeira de bloco, escultura de madeira, costura e crochet, placa de logradoura, bonecas de feltro, bloco de carnaval, nome de dicionário, festas e propostas artísticas como performances.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;A comunidade do &#039;&#039;&#039;Instagram &#039;&#039;&#039;prontamente auxilia este trabalho de mapeamento, por conta das &#039;&#039;hashtags &#039;&#039;como [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellepresente/?hl=pt-br #mariellepresente], [https://www.instagram.com/explore/tags/mariellevive/?hl=pt-br #mariellevive], #andersonpresente,&amp;amp;nbsp;#mariellefranco. #marielle, e muitas outras que são monitoradas. Nesse caso, uma vez que surja algo de inédito ou novo, entra-se em contato com o usuário que, geralmente, responde de bom grado e em curto espaço de tempo.&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Importante dizer que tudo isso foi desenvolvido no interior do Mestrado em Patrimônio Cultural do &#039;&#039;&#039;IPHAN&#039;&#039;&#039;, o PEP-MP:&amp;amp;nbsp;[http://portal.iphan.gov.br/pep http://portal.iphan.gov.br/pep].&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Os devidos entendimentos para a feitura e composição do mapa deveu-se a partir das leituras que encontram-se adiante, em &quot;referências. É que conscientização e sensibilidade é um processo, espécie de despertar e estar atento, com todos os sentidos, para os sinais/signos urbanos e as práticas culturais daí advindas. Lembrar é também um gesto de memória, intencional, em sua busca para o devido testemunho.&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;Ver também: [[Ninguém_solta_a_mão_de_ninguém|Ninguém solta a mão de ninguém (Depoimento).]]&lt;/ins&gt;&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;REFERÊNCIAS&#039;&#039;&#039;:&amp;lt;/p&amp;gt; &amp;lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&amp;gt;ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, 453p.&amp;lt;br/&amp;gt; BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, 11º ed.&amp;lt;br/&amp;gt; BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas I. São Paulo: Brasiliense, 1987.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. O culto dos mortos como uma poética da ausência. ArtCultura, Uberlândia, v. 12, n. 20, p. 163-182, jan.-jun. 2010.&amp;lt;br/&amp;gt; CATROGA, Fernando José de Almeida. Uma poética da ausência. A representificação do ausente. IN.: Catroga, Fernando José de Almeida. Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história. Coimbra: Almedina, 2009, p. 33-54.&amp;lt;br/&amp;gt; FARIAS, F. R.; PINTO, D. S. Memoria Social em situação traumática. Morpheus (UNIRIO. Online), v. 9, p. 173-197, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.&amp;lt;br/&amp;gt; FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.&amp;lt;br/&amp;gt; GONDAR, J. O. Quatro proposições sobre memória social. In: Gondar, Josaida; Dodebei, Vera. (Org.). O que é memória social?. 1ed. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2005, v. 1, p. 11-26.&amp;lt;br/&amp;gt; HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. 189p.&amp;lt;br/&amp;gt; POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio.” In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro: vol. 2, nº 3, 1989. Disponível em:&amp;amp;nbsp;[http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf http://www.uel.br/cch/cdph/arqtxt/Memoria_esquecimento_silencio.pdf]. Último acesso em: 17 de jul de 2018.&amp;lt;br/&amp;gt; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das C. F.. Dos lugares de memória ao patrimônio: emergência de transformação da &#039;problemática dos lugares&#039;. Projeto História (PUCSP), v. 52, p. 245-279, 2015.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Antimonumentos: trabalho de memória e de resistência. Psicologia USP (Online), v. 27, p. 49-60, 2016.&amp;lt;br/&amp;gt; SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin., &amp;amp;nbsp;Rio de Janeiro , &amp;amp;nbsp;v. 20, n. 1, p. 65-82, &amp;amp;nbsp; &amp;amp;nbsp;2008 . &amp;amp;nbsp; Available from &amp;lt;[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-56652008000100005&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso [1]]&amp;gt;. access on &amp;amp;nbsp;22 &amp;amp;nbsp;Oct. &amp;amp;nbsp;2019&amp;lt;/p&amp;gt;   &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<author><name>Caiqueazael</name></author>
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