Associação de moradores/movimentos sociais: mudanças entre as edições

Sem resumo de edição
Sem resumo de edição
Linha 6: Linha 6:
;   
;   


= I. Introdução =
= Introdução =


 
 
Linha 12: Linha 12:
;   
;   


= II. Histórico =
= Histórico =


 
 
Linha 19: Linha 19:
;   
;   


= III. Movimento de moradores de favelas =
= Movimento de moradores de favelas =


 
 
Linha 29: Linha 29:
;   
;   


= IV. Criminalização do movimento de moradores de favela =
= Criminalização do movimento de moradores de favela =


 
 
Linha 36: Linha 36:
ZALUAR, A. A Máquina e a Revolta – As organizações populares e o significado da pobreza. Rio de Janeiro: Editora Brasiliense, 1985.</ref>.&nbsp;</p> <p style="text-align: justify;">Durante os dez anos de execução do Programa de Pacificação de Favelas no Rio de Janeiro a situação pouco mudou, e o “legado” do projeto de “pacificação” foi a disseminação da militarização (Leite et al, 2018), através de procedimentos de disciplinarização, conversão moral, vigilância, silenciamento, criminalização, repressão e extermínio<ref>ROCHA, Lia de Mattos. Associativismo de moradores de favelas cariocas e criminalização. Estudos Históricos (Rio de Janeiro), v. 31, n. 65, p. 475-494, 2018. </ref> . O silenciamento, especificamente, se deu através da criminalização e da desqualificação das lideranças comunitárias. A criminalização e a desqualificação foram bastante eficientes em neutralizar as críticas ao programa das Unidades de Polícia Pacificadora, ao rotular todo o posicionamento não favorável à UPP de “cúmplice dos traficantes”, ou ainda “defensor da volta do tráfico” <ref>ROCHA, Lia de Mattos. Associativismo de moradores de favelas cariocas e criminalização. Estudos Históricos (Rio de Janeiro), v. 31, n. 65, p. 475-494, 2018.  
ZALUAR, A. A Máquina e a Revolta – As organizações populares e o significado da pobreza. Rio de Janeiro: Editora Brasiliense, 1985.</ref>.&nbsp;</p> <p style="text-align: justify;">Durante os dez anos de execução do Programa de Pacificação de Favelas no Rio de Janeiro a situação pouco mudou, e o “legado” do projeto de “pacificação” foi a disseminação da militarização (Leite et al, 2018), através de procedimentos de disciplinarização, conversão moral, vigilância, silenciamento, criminalização, repressão e extermínio<ref>ROCHA, Lia de Mattos. Associativismo de moradores de favelas cariocas e criminalização. Estudos Históricos (Rio de Janeiro), v. 31, n. 65, p. 475-494, 2018. </ref> . O silenciamento, especificamente, se deu através da criminalização e da desqualificação das lideranças comunitárias. A criminalização e a desqualificação foram bastante eficientes em neutralizar as críticas ao programa das Unidades de Polícia Pacificadora, ao rotular todo o posicionamento não favorável à UPP de “cúmplice dos traficantes”, ou ainda “defensor da volta do tráfico” <ref>ROCHA, Lia de Mattos. Associativismo de moradores de favelas cariocas e criminalização. Estudos Históricos (Rio de Janeiro), v. 31, n. 65, p. 475-494, 2018.  
ROCHA, Lia de Mattos, CARVALHO, Monique Batista & DAVIES, Frank Andrew. </ref>. Dessa forma, a convivência forçada entre moradores de favelas e traficantes de drogas foi usada para criminalizar e portanto desqualificar o posicionamento dos líderes locais. Ou, como disse um ex-dirigente de associação de moradores de favelas, acusado de cumplicidade com os traficantes: “(…) a polícia sempre nos viu como coniventes. Na verdade, nós não fomos coniventes com o trafico e nem com nada de ruim nós fomos conviventes. A palavra certa é convivente. Nós convivemos”<ref>ROCHA, Lia de Mattos. Associativismo de moradores de favelas cariocas e criminalização. Estudos Históricos (Rio de Janeiro), v. 31, n. 65, p. 475-494, 2018. </ref>.&nbsp;</p> <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>  
ROCHA, Lia de Mattos, CARVALHO, Monique Batista & DAVIES, Frank Andrew. </ref>. Dessa forma, a convivência forçada entre moradores de favelas e traficantes de drogas foi usada para criminalizar e portanto desqualificar o posicionamento dos líderes locais. Ou, como disse um ex-dirigente de associação de moradores de favelas, acusado de cumplicidade com os traficantes: “(…) a polícia sempre nos viu como coniventes. Na verdade, nós não fomos coniventes com o trafico e nem com nada de ruim nós fomos conviventes. A palavra certa é convivente. Nós convivemos”<ref>ROCHA, Lia de Mattos. Associativismo de moradores de favelas cariocas e criminalização. Estudos Históricos (Rio de Janeiro), v. 31, n. 65, p. 475-494, 2018. </ref>.&nbsp;</p> <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>  
= V. Estudos sobre associativismo em favelas =
= Estudos sobre associativismo em favelas =


&nbsp;
&nbsp;
Linha 76: Linha 76:
&nbsp;
&nbsp;


&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[[Category:associação de moradores]]&nbsp;[[Category:Associativismo comunitário]]&nbsp;[[Category:política]]&nbsp;[[Category:democracia]]&nbsp;[[Category:movimentos sociais]]
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;
 
[[Category:Associação de moradores]] [[Category:Associativismo comunitário]] [[Category:Política]] [[Category:Democracia]] [[Category:Movimentos sociais]]