Morro da Serrinha: mudanças entre as edições

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= <font face="Arial, Helvetica, sans-serif">O jongo e o samba</font> =
= <font face="Arial, Helvetica, sans-serif">O jongo e o samba</font> =
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'''<span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Autor: Flávio da Silva França Alves, o Mestre Flavinho.</span></span>'''
'''<span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Autor: Flávio da Silva França Alves, o Mestre Flavinho.</span></span>'''


'''<span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">[[File:Tia Maria da Grota, uma das jongueiras mais antigas do Rio. Foto Cris Isidoro, Diadorim Ideias ..jpg|thumb|center|500px|Tia Maria da Grota, uma das jongueiras mais antigas do Rio. Foto Cris Isidoro, Diadorim Ideias ..jpg]]</span></span>'''
<span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">[[File:Tia Maria da Grota, uma das jongueiras mais antigas do Rio. Foto Cris Isidoro, Diadorim Ideias ..jpg|thumb|center|500px]]</span></span>


<span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">O&nbsp;jongo&nbsp;e o&nbsp;samba&nbsp;chegaram na Serrinha como resultado de políticas públicas excludentes. O jongo é&nbsp;um ritmo de um grupo étnico africano que foi traficado de sua terra natal para a realização de trabalho escravo no Brasil e que sobreviveu em meio aos sofrimentos das plantações. Nos canaviais e cafezais, os negros utilizavam do ponto do jongo para se comunicarem, uma vez que ele se utiliza de metáforas, podendo apenas ser entendido por quem é jongueiro.</span></span>
<span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">O&nbsp;jongo&nbsp;e o&nbsp;samba&nbsp;chegaram na Serrinha como resultado de políticas públicas excludentes. O jongo é&nbsp;um ritmo de um grupo étnico africano que foi traficado de sua terra natal para a realização de trabalho escravo no Brasil e que sobreviveu em meio aos sofrimentos das plantações. Nos canaviais e cafezais, os negros utilizavam do ponto do jongo para se comunicarem, uma vez que ele se utiliza de metáforas, podendo apenas ser entendido por quem é jongueiro.</span></span>
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<span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Tudo isso transformou&nbsp;a Serrinha em um polo cultural.&nbsp;Andar pela Serrinha hoje é como uma aula de história. Passeando por suas ruas e becos, vemos presentes os artistas serranos que ali viveram. Entrando pela Rua Compositor&nbsp;Silas de Oliveira&nbsp;(o poeta por detrás de Aquarela Brasileira), chegamos à&nbsp;Casa do Jongo, que por sua vez está ao lado da Creche&nbsp;Vó Maria Joana, grande matriarca do Jongo. Um pouco acima, passamos pela Rua Mestre&nbsp;Darcy do Jongo&nbsp;e à frente, à esquerda, está a famosa Rua da&nbsp;Balaiada—que agora se chama Rua&nbsp;Tia Eulália.&nbsp;Assim como a&nbsp;Tia Ciata, Tia Eulália organizava os famosos pagodes com sambistas e jongueiros. E foi em sua casa que nasceu o&nbsp;Império Serrano. Não nos esqueçamos também do saudoso&nbsp;Mano Décio da Viola, que nomeia a rua paralela à Compositor Silas de Oliveira—os dois se uniram a&nbsp;Manoel de Ferreira&nbsp;para compor o hino&nbsp;Heróis da Liberdade&nbsp;para o carnaval de 1969 do Império Serrano.</span></span>
<span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Tudo isso transformou&nbsp;a Serrinha em um polo cultural.&nbsp;Andar pela Serrinha hoje é como uma aula de história. Passeando por suas ruas e becos, vemos presentes os artistas serranos que ali viveram. Entrando pela Rua Compositor&nbsp;Silas de Oliveira&nbsp;(o poeta por detrás de Aquarela Brasileira), chegamos à&nbsp;Casa do Jongo, que por sua vez está ao lado da Creche&nbsp;Vó Maria Joana, grande matriarca do Jongo. Um pouco acima, passamos pela Rua Mestre&nbsp;Darcy do Jongo&nbsp;e à frente, à esquerda, está a famosa Rua da&nbsp;Balaiada—que agora se chama Rua&nbsp;Tia Eulália.&nbsp;Assim como a&nbsp;Tia Ciata, Tia Eulália organizava os famosos pagodes com sambistas e jongueiros. E foi em sua casa que nasceu o&nbsp;Império Serrano. Não nos esqueçamos também do saudoso&nbsp;Mano Décio da Viola, que nomeia a rua paralela à Compositor Silas de Oliveira—os dois se uniram a&nbsp;Manoel de Ferreira&nbsp;para compor o hino&nbsp;Heróis da Liberdade&nbsp;para o carnaval de 1969 do Império Serrano.</span></span>


= <span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">A Serrinha hoje</span></span> =
= <span style="font-size:larger;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">A Serrinha hoje</span></span> =