Complexo do Alemão: mudanças entre as edições
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| == Introdução == | ||
O '''Complexo do Alemão''', popularmente chamado de Morro do Alemão ou simplesmente Alemão, é um bairro que abriga um dos maiores conjuntos de favelas da Zona da Leopoldina, na Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, seu índice de desenvolvimento humano era de 0,711, o 126º e último colocado da cidade do Rio de Janeiro. O Censo de 2010 ainda revela que a população do bairro é de 58.962 habitantes, divididos em 21048 domicílios, numa área de 21982km². | |||
[[File:Vista panorâmica do Complexo do Alemão.jpeg|thumb|center|top|900px|Visão panorâmica do Complexo do Alemão]] | [[File:Vista panorâmica do Complexo do Alemão.jpeg|thumb|center|top|900px|Visão panorâmica do Complexo do Alemão]] | ||
Sua principal comunidade é o Morro do Alemão, embora haja dezenas de comunidades pertencentes ao morro, espalhadas por extensões territoriais enormes. É oficialmente um bairro, mas devido a sua enorme extensão, os limites da área do bairro e das favelas pertencentes aos morro se misturam com outros bairros da Zona Norte da capital, como Ramos, Higienópolis, Olaria, Penha, Inhaúma e Bonsucesso. | |||
== Morro do Alemão == | == Morro do Alemão == | ||
O bairro foi erguido sobre a Serra da Misericórdia. Sua formação é vertical, uma formação geológica de morros e nascentes. Restam poucas áreas verdes na região, apesar dos esforços de preservação empreendidos por organizações atualmente. | O bairro foi erguido sobre a Serra da Misericórdia. Sua formação é vertical, uma formação geológica de morros e nascentes. Restam poucas áreas verdes na região, apesar dos esforços de preservação empreendidos por organizações atualmente. | ||
Na década de 1920, o imigrante polonês Leonard Kaczmarkiewicz adquiriu terras na Serra da Misericórdia, que era, então, uma região rural da Zona da Leopoldina. O proprietário era referido pela população local como "o alemão" e, logo, a área ficou conhecida como "Morro do Alemão". | Na década de 1920, o imigrante polonês Leonard Kaczmarkiewicz adquiriu terras na Serra da Misericórdia, que era, então, uma região rural da Zona da Leopoldina. O proprietário era referido pela população local como "o alemão" e, logo, a área ficou conhecida como "Morro do Alemão". | ||
Ainda nos anos 1920, se instalou, na região, o Curtume Carioca e, na sequência, muitas famílias de operários se instalaram nas imediações. A abertura da Avenida Brasil, em 1946, acabou por transformar a região no principal polo industrial da cidade. | Ainda nos anos 1920, se instalou, na região, o Curtume Carioca e, na sequência, muitas famílias de operários se instalaram nas imediações. A abertura da Avenida Brasil, em 1946, acabou por transformar a região no principal polo industrial da cidade. | ||
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A ocupação, no entanto, só começou em 9 de dezembro de 1951, quando Leonard dividiu o terreno para vendê-lo em lotes. O comércio e a indústria cresceram e diversificaram-se, e teve seu boom no primeiro governo de Leonel Brizola. | A ocupação, no entanto, só começou em 9 de dezembro de 1951, quando Leonard dividiu o terreno para vendê-lo em lotes. O comércio e a indústria cresceram e diversificaram-se, e teve seu boom no primeiro governo de Leonel Brizola. | ||
Ainda há áreas de mata e pontos de nascentes de rios que são usados como fonte de água. Boa parte da serra foi destruída devido às pedreiras, muito comuns a partir da metade do século XX. Hoje em dia, tal empreendimento ainda é autorizado, mesmo a Serra da Misericórdia sendo considerada Área de Proteção Ambiental. Na interseção entre o Alemão e a Penha, a francesa Lafarge opera uma pedreira com autorização do INEA, por não atingir os lençóis freáticos da região. | Ainda há áreas de mata e pontos de nascentes de rios que são usados como fonte de água. Boa parte da serra foi destruída devido às pedreiras, muito comuns a partir da metade do século XX. Hoje em dia, tal empreendimento ainda é autorizado, mesmo a Serra da Misericórdia sendo considerada Área de Proteção Ambiental. Na interseção entre o Alemão e a Penha, a francesa Lafarge opera uma pedreira com autorização do INEA, por não atingir os lençóis freáticos da região. | ||
