Complexo do Alemão: mudanças entre as edições

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<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">Autor: '''[[Usuário:Caiqueazael|Caíque Azael]]'''&nbsp;</p>
Autor: [[Usuário:Caiqueazael|Caíque Azael]]&nbsp;
 
== Introdução ==
== Introdução ==
O '''Complexo do Alemão''', popularmente chamado de Morro do Alemão ou simplesmente Alemão, é um bairro que abriga um dos maiores conjuntos de favelas da Zona da Leopoldina, na Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Segundo o Censo de 2010&nbsp;do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, seu índice de desenvolvimento humano era de 0,711, o 126º e último colocado da cidade do Rio de Janeiro. O Censo de 2010 ainda revela que a&nbsp;população do bairro é de 58.962 habitantes, divididos em 21048 domicílios, numa área de 21982km².
O '''Complexo do Alemão''', popularmente chamado de Morro do Alemão ou simplesmente Alemão, é um bairro que abriga um dos maiores conjuntos de favelas da Zona da Leopoldina, na Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Segundo o Censo de 2010&nbsp;do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, seu índice de desenvolvimento humano era de 0,711, o 126º e último colocado da cidade do Rio de Janeiro. O Censo de 2010 ainda revela que a&nbsp;população do bairro é de 58.962 habitantes, divididos em 21048 domicílios, numa área de 21982km².
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A ocupação, no entanto, só começou em 9 de dezembro de 1951, quando Leonard dividiu o terreno para vendê-lo em lotes. O comércio e a indústria cresceram e diversificaram-se, e teve seu boom no primeiro governo de Leonel Brizola.
A ocupação, no entanto, só começou em 9 de dezembro de 1951, quando Leonard dividiu o terreno para vendê-lo em lotes. O comércio e a indústria cresceram e diversificaram-se, e teve seu boom no primeiro governo de Leonel Brizola.


Ainda há áreas de mata e pontos de nascentes de rios que são usados como fonte de água. Boa parte da serra foi destruída devido às pedreiras, muito comuns a partir da metade do século XX. Hoje em dia, tal empreendimento ainda é autorizado, mesmo a Serra da Misericórdia sendo considerada Área de Proteção Ambiental. Na interseção entre o Alemão e a Penha, a francesa Lafarge opera uma pedreira com autorização do INEA, por não atingir os lençóis freáticos da região.
Ainda há áreas de mata e pontos de nascentes de rios que são usados como fonte de água. Boa parte da serra foi destruída devido às pedreiras, muito comuns a partir da metade do século XX. Hoje em dia, tal empreendimento ainda é autorizado, mesmo a Serra da Misericórdia sendo considerada Área de Proteção Ambiental. Na interseção entre o Alemão e a Penha, a francesa Lafarge opera uma pedreira com autorização do INEA, por não atingir os lençóis freáticos da região.
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O bairro foi oficializado em 9 de dezembro de 1993 "em homenagem ao primeiro dia das divisões dos terrenos feito na mesma data, no ano de 1951". A sua delimitação oficial, segundo consta nos arquivos da prefeitura, é a seguinte:
O bairro foi oficializado em 9 de dezembro de 1993 "em homenagem ao primeiro dia das divisões dos terrenos feito na mesma data, no ano de 1951". A sua delimitação oficial, segundo consta nos arquivos da prefeitura, é a seguinte:
<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <blockquote><p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">Do entroncamento da Estrada de Itararé com a Rua Doutor Noguchi; seguindo por esta (incluída) da Estrada de Itararé até a Rua Roberto Silva; por esta (incluído apenas o lado par) da Rua Doutor Noguchi até a Travessa Salvador Maciel e a partir deste ponto (excluída) a Rua Teixeira Franco; por esta (excluída) até a Rua Professor Lacê; por esta (excluída) até a Rua 23 de Agosto; por esta (excluída, o Largo do Itararé) até a Estrada de Itararé; por esta (incluindo apenas o lado ímpar) da Rua 23 de Agosto até a Rua Sebastião de Carvalho; por esta (excluída) até a Travessa Laurinda; por esta (excluída) até encontrar o prolongamento do alinhamento da Rua Cabedelo; por este e pela Rua Cabedelo (incluída) até a Rua Armando Sodré; por esta (incluída) da Rua Cabedelo até encontrar o prolongamento do alinhamento da Rua Iriguati; por este e pela Rua Iriguati (excluída) até a Rua Antonio Rêgo; por esta (excluída) até a Rua Itajoá e a partir deste ponto (incluído apenas o lado Impar) até a Rua Itacorá; por esta (incluído apenas o lado impar) até a Rua "G" do PA 9.284 (excluída); dai, em direção Oeste, seguindo pela linha de cota 50 metros (excluindo a Rua Mirá) até encontrar o prolongamento do alinhamento da Rua Comandante Hoover; por este, subindo a Serra da Misericórdia em direção Sul, até a sua cumeada; por esta, em direção Oeste, passando pelos pontos de cota 171 metros e 134 metros até o ponto de cota 138 metros; daí, descendo o espigão em direção Sul (excluindo a Favela Relicário), até encontrar a Rua Canitar; deste ponto, pela Rua Canitar (excluída, excluindo a Rua Carlos Perry) até umponto situado a 250 metros da Estrada Velha da Pavuna; daí, por uma linha reta em direção Leste (incluindo a localidade do Morro das Palmeiras), passando pelos finais das Ruas Tegucigalpa e Ibirapitanga (todas excluídas) até o final da Rua Tangapeme; por esta (excluída) até a Rua lvurarema; por esta (excluída) até o seu final; deste ponto (incluindo a comunidade Alvorada/Vila Cruzeiro) por uma tinha reta em direção Sul até encontrar o entroncamento da Vila Ascânio com a Vila Glauco; por esta (excluída) até a Vila Jesuânia; por esta (excluída, excluindo toda as ruas de vila com servidão pela Avenida ltaóca nº 2.358) até a Avenida Itaóca; por esta (excluída) até a servidão ao lado do nº 2.260 e a partir deste ponto incluindo apenas o lado par, (incluindo a servidão ao lado do nº 2.260) até a Rua Antonio Austregésilo; seguindo por esta (incluída) até 260 metros da Avenida Itaóca; daí, contornando o loteamento Jardim Guadalajara (excluído) até encontrar a Avenida Itaóca; por esta (incluído apenas o lado par) do limite Leste do Loteamento Jardim Guadalajara até a Rua Horácio Picoreli; por esta (incluída) até o seu final; daí, pelo Morro de Bonsucesso emdireção Leste até encontrar o final da Rua Capuçara (incluída); daí, pela Rua Piancó (excluída), até a Rua Tangará; por esta (incluída) até a Rua Piumbi; por esta, até encontrar o final da Rua Capuçara (incluída); daí, pela Rua Piancó (excluída), até a Rua Tangará; por esta (excluída) até a Rua Piumbi; por esta (excluída) da Rua Tangará até a Rua Sabaúna; por esta (excluída) da Rua Piumbi até a Rua Joana Fontoura; por esta (excluída) até encontrar a Rua Aquiri; por esta (incluída) até a Estrada de Itararé; por esta (incluída) da Rua Aquiri até o ponto de partida. ”</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;">'''Lei Nº 2055 de 9 de dezembro de 1993'''</p> </blockquote> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">[[File:Mapa Alemão.jpg|thumb|left|top|x500px|Mapa do Complexo do Almeão]]</p>  
<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <blockquote><p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">Do entroncamento da Estrada de Itararé com a Rua Doutor Noguchi; seguindo por esta (incluída) da Estrada de Itararé até a Rua Roberto Silva; por esta (incluído apenas o lado par) da Rua Doutor Noguchi até a Travessa Salvador Maciel e a partir deste ponto (excluída) a Rua Teixeira Franco; por esta (excluída) até a Rua Professor Lacê; por esta (excluída) até a Rua 23 de Agosto; por esta (excluída, o Largo do Itararé) até a Estrada de Itararé; por esta (incluindo apenas o lado ímpar) da Rua 23 de Agosto até a Rua Sebastião de Carvalho; por esta (excluída) até a Travessa Laurinda; por esta (excluída) até encontrar o prolongamento do alinhamento da Rua Cabedelo; por este e pela Rua Cabedelo (incluída) até a Rua Armando Sodré; por esta (incluída) da Rua Cabedelo até encontrar o prolongamento do alinhamento da Rua Iriguati; por este e pela Rua Iriguati (excluída) até a Rua Antonio Rêgo; por esta (excluída) até a Rua Itajoá e a partir deste ponto (incluído apenas o lado Impar) até a Rua Itacorá; por esta (incluído apenas o lado impar) até a Rua "G" do PA 9.284 (excluída); dai, em direção Oeste, seguindo pela linha de cota 50 metros (excluindo a Rua Mirá) até encontrar o prolongamento do alinhamento da Rua Comandante Hoover; por este, subindo a Serra da Misericórdia em direção Sul, até a sua cumeada; por esta, em direção Oeste, passando pelos pontos de cota 171 metros e 134 metros até o ponto de cota 138 metros; daí, descendo o espigão em direção Sul (excluindo a Favela Relicário), até encontrar a Rua Canitar; deste ponto, pela Rua Canitar (excluída, excluindo a Rua Carlos Perry) até umponto situado a 250 metros da Estrada Velha da Pavuna; daí, por uma linha reta em direção Leste (incluindo a localidade do Morro das Palmeiras), passando pelos finais das Ruas Tegucigalpa e Ibirapitanga (todas excluídas) até o final da Rua Tangapeme; por esta (excluída) até a Rua lvurarema; por esta (excluída) até o seu final; deste ponto (incluindo a comunidade Alvorada/Vila Cruzeiro) por uma tinha reta em direção Sul até encontrar o entroncamento da Vila Ascânio com a Vila Glauco; por esta (excluída) até a Vila Jesuânia; por esta (excluída, excluindo toda as ruas de vila com servidão pela Avenida ltaóca nº 2.358) até a Avenida Itaóca; por esta (excluída) até a servidão ao lado do nº 2.260 e a partir deste ponto incluindo apenas o lado par, (incluindo a servidão ao lado do nº 2.260) até a Rua Antonio Austregésilo; seguindo por esta (incluída) até 260 metros da Avenida Itaóca; daí, contornando o loteamento Jardim Guadalajara (excluído) até encontrar a Avenida Itaóca; por esta (incluído apenas o lado par) do limite Leste do Loteamento Jardim Guadalajara até a Rua Horácio Picoreli; por esta (incluída) até o seu final; daí, pelo Morro de Bonsucesso emdireção Leste até encontrar o final da Rua Capuçara (incluída); daí, pela Rua Piancó (excluída), até a Rua Tangará; por esta (incluída) até a Rua Piumbi; por esta, até encontrar o final da Rua Capuçara (incluída); daí, pela Rua Piancó (excluída), até a Rua Tangará; por esta (excluída) até a Rua Piumbi; por esta (excluída) da Rua Tangará até a Rua Sabaúna; por esta (excluída) da Rua Piumbi até a Rua Joana Fontoura; por esta (excluída) até encontrar a Rua Aquiri; por esta (incluída) até a Estrada de Itararé; por esta (incluída) da Rua Aquiri até o ponto de partida. ”</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;">'''Lei Nº 2055 de 9 de dezembro de 1993.'''</p> </blockquote> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"></p>  
= Favelas do Complexo do Alemão =
= Favelas do Complexo do Alemão =


As favelas que compõe o Complexo do Alemão são:
As favelas que compõe o Complexo do Alemão são:[[File:Mapa Alemão.jpg|thumb|x500px|Mapa do Complexo do Almeão com os principais pontos articulados com a linha do Teleférico.|alt=]]


#Morro da Baiana  
#Morro da Baiana  
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#Favela Areal  
#Favela Areal  
#Morro do Coqueiro  
#Morro do Coqueiro  
<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">Na imagem ao lado, podemos ver os principais pontos, articulados com a linha do Teleférico.&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
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<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;</p>
= Teleférico =
= Teleférico =
<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">Semelhante ao teleférico da cidade de Medellín, na Colômbia, o Teleférico do Complexo do Alemão foi criado com capacidade para transportar dez passageiros em cada cabine, com um total de 152 cabines. Ligando a estação de Bonsucesso da Supervia até o ponto mais alto do morro, foi inaugurado no dia 7 de julho de 2011.[21] Com a consolidação da pacificação da área, tem todo o potencial para se tornar uma nova atração turística do Rio. Possui seis estações:</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">[[File:Teleférico do Alemão.jpg|thumb|right|upright|Visão da Estação Alemão do Teleférico]]</p>  
<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">Semelhante ao teleférico da cidade de Medellín, na Colômbia, o Teleférico do Complexo do Alemão foi criado com capacidade para transportar dez passageiros em cada cabine, com um total de 152 cabines. Ligando a estação de Bonsucesso da Supervia até o ponto mais alto do morro, foi inaugurado no dia 7 de julho de 2011.[21] Com a consolidação da pacificação da área, tem todo o potencial para se tornar uma nova atração turística do Rio. Possui seis estações:</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>[[File:Teleférico do Alemão.jpg|thumb|right|upright|Visão da Estação Alemão do Teleférico]]</p>  
{| align="left" border="1" cellpadding="1" cellspacing="1" style="width: 477px;"
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<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><br/> &nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>  
<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><br/> &nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>  
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= Cultura =
= Cultura =
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== [[Keyword::Bailes Funk do Alemão]]==
== [[Keyword::Bailes Funk do Alemão]]==
 
Autores: Renato e Thiago.
'''Autores: Renato e Thiago.'''
 
A territorialidade do Complexo do Alemão pode ser cartografada de diferentes maneiras: a partir das versões oficiais, dos estudos acadêmicos e, evidentemente, a partir da memória de suas moradoras e seus moradores. Esta, por sua vez, é uma fonte inesgotável de possibilidades. Dentre as quais se destacam os bailes funk e a formação das galeras.
A territorialidade do Complexo do Alemão pode ser cartografada de diferentes maneiras: a partir das versões oficiais, dos estudos acadêmicos e, evidentemente, a partir da memória de suas moradoras e seus moradores. Esta, por sua vez, é uma fonte inesgotável de possibilidades. Dentre as quais se destacam os bailes funk e a formação das galeras.


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Neste processo, por exemplo, o Adeus vai se distanciando do que é imaginado como Complexo do Alemão para boa parte de suas moradoras e moradores, por conta do assassinato de Orlando jogador, nessa localidade, o que levaria ao racha do Comando Vermelho. Isso vai ter efeitos concretos na divisão das galeras no Complexo do Alemão.
Neste processo, por exemplo, o Adeus vai se distanciando do que é imaginado como Complexo do Alemão para boa parte de suas moradoras e moradores, por conta do assassinato de Orlando jogador, nessa localidade, o que levaria ao racha do Comando Vermelho. Isso vai ter efeitos concretos na divisão das galeras no Complexo do Alemão.
<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
= Política e associativismo comunitário =
= Política e associativismo comunitário =


Coletivos como o [[Ocupa_Alemão|Ocupa_Alemão]], que são organizados a partir de histórias de sofrimento e violência que as famílias da região sofrem tanto por parte do crime organizado quanto por parte do Estado. As [[Associações_de_Moradores_no_Alemão|Associações de Moradores]] surgem em contexto parecido, para lutar pelo direito de viver com dignidade naquele espaço.&nbsp;Atualmente, o bairro do Complexo do Alemão conta com doze associações de moradores que representam 13 favelas: Alvorada, Baiana, Casinhas, Esperança, Grota, Itararé, Matinha, Mineiros, Morro do Adeus, Morro do Alemão, Nova Brasília, Pedra do Sapo e Reservatório de Ramos.
Coletivos como o [[Ocupa_Alemão|Ocupa_Alemão]], que são organizados a partir de histórias de sofrimento e violência que as famílias da região sofrem tanto por parte do crime organizado quanto por parte do Estado. As [[Associações_de_Moradores_no_Alemão|Associações de Moradores]] surgem em contexto parecido, para lutar pelo direito de viver com dignidade naquele espaço.&nbsp;Atualmente, o bairro do Complexo do Alemão conta com doze associações de moradores que representam 13 favelas: Alvorada, Baiana, Casinhas, Esperança, Grota, Itararé, Matinha, Mineiros, Morro do Adeus, Morro do Alemão, Nova Brasília, Pedra do Sapo e Reservatório de Ramos.
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== [[Keyword::Associação de Moradores do Alemão]] ==
== [[Keyword::Associação de Moradores do Alemão]] ==
 
Autor: Nilton Gomes ‘Diquinho’ (Complexo do Alemão).
'''Autor: Nilton Gomes ‘Diquinho’ (Complexo do Alemão).'''
 
De uma maneira geral, podemos entender o processo de formação das associações de moradores do Complexo do Alemão como um reflexo da história urbana carioca, em outras palavras, podemos contar um pouco do processo de uma trajetória política da relação do poder público com as favelas da cidade do Rio de Janeiro ao reconstituir o histórico de construção das associações de moradores do Alemão.
De uma maneira geral, podemos entender o processo de formação das associações de moradores do Complexo do Alemão como um reflexo da história urbana carioca, em outras palavras, podemos contar um pouco do processo de uma trajetória política da relação do poder público com as favelas da cidade do Rio de Janeiro ao reconstituir o histórico de construção das associações de moradores do Alemão.


Atualmente, o bairro do Complexo do Alemão conta com doze associações de moradores que representam 13 favelas: Alvorada, Baiana, Casinhas, Esperança, Grota, Itararé, Matinha, Mineiros, Morro do Adeus, Morro do Alemão, Nova Brasília, Pedra do Sapo e Reservatório de Ramos. A primeira delas foi a da Nova Brasília, comunidade que tem esse nome por ter se constituído ao mesmo tempo em que a capital brasileira estava sendo construída. Na década de 1950, ainda, foi fundada as Associações de Moradores de Nova Brasília e a do Morro do Alemão, ainda não com estes nomes, no bojo de um processo de luta e resistência favelada que tomava corpo na cidade como um todo, sobretudo com a influência de comunistas na organização de moradores/trabalhadores. No início da década seguinte, foram fundadas a associação de moradores de Joaquim de Queirós (atualmente, conhecida como Grota). Ecoando outro movimento da histórica da política urbana para as favelas no Rio de Janeiro que foi a tentativa do governo da Guanabara em controlar politicamente tais organizações, fomentando a criação de novas associações de modo tutelado. A segunda metade da década de 70 são marcadas pela instauração do governo autoritário, e da repressão violenta às associações de moradores mais combativas e mesmo à Faferj. No início da década de 1980, os ventos da redemocratização também chegaram às favelas cariocas, marcada sobretudo por uma nova eleição da Faferj, em que, uma das chapas, era composta por mim, Nilton Gomes, o Diquinho, candidato a vice-presidente. Esse período também é marcado pela ampliação da abertura de novas associações de moradores pelo Complexo do Alemão.
Atualmente, o bairro do Complexo do Alemão conta com doze associações de moradores que representam 13 favelas: Alvorada, Baiana, Casinhas, Esperança, Grota, Itararé, Matinha, Mineiros, Morro do Adeus, Morro do Alemão, Nova Brasília, Pedra do Sapo e Reservatório de Ramos. A primeira delas foi a da Nova Brasília, comunidade que tem esse nome por ter se constituído ao mesmo tempo em que a capital brasileira estava sendo construída. Na década de 1950, ainda, foi fundada as Associações de Moradores de Nova Brasília e a do Morro do Alemão, ainda não com estes nomes, no bojo de um processo de luta e resistência favelada que tomava corpo na cidade como um todo, sobretudo com a influência de comunistas na organização de moradores/trabalhadores. No início da década seguinte, foram fundadas a associação de moradores de Joaquim de Queirós (atualmente, conhecida como Grota). Ecoando outro movimento da histórica da política urbana para as favelas no Rio de Janeiro que foi a tentativa do governo da Guanabara em controlar politicamente tais organizações, fomentando a criação de novas associações de modo tutelado. A segunda metade da década de 70 são marcadas pela instauração do governo autoritário, e da repressão violenta às associações de moradores mais combativas e mesmo à Faferj. No início da década de 1980, os ventos da redemocratização também chegaram às favelas cariocas, marcada sobretudo por uma nova eleição da Faferj, em que, uma das chapas, era composta por mim, Nilton Gomes, o Diquinho, candidato a vice-presidente. Esse período também é marcado pela ampliação da abertura de novas associações de moradores pelo Complexo do Alemão.
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== Fontes de pesquisa e consulta ==
== Fontes de pesquisa e consulta ==
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#[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Complexo_do_Alemão https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Complexo_do_Alem%C3%A3o]  
#[https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Complexo_do_Alemão https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Complexo_do_Alem%C3%A3o]  
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[[Category:Complexo do Alemão]][[Category:Temática - Favelas e Periferias]]
[[Category:Complexo do Alemão]][[Category:Temática - Favelas e Periferias]]