Complexo do Alemão: mudanças entre as edições
Sem resumo de edição |
Sem resumo de edição |
||
| Linha 12: | Linha 12: | ||
O bairro foi erguido sobre a Serra da Misericórdia. Sua formação é vertical, uma formação geológica de morros e nascentes. Restam poucas áreas verdes na região, apesar dos esforços de preservação empreendidos por organizações atualmente. | O bairro foi erguido sobre a Serra da Misericórdia. Sua formação é vertical, uma formação geológica de morros e nascentes. Restam poucas áreas verdes na região, apesar dos esforços de preservação empreendidos por organizações atualmente. | ||
Na década de 1920, o imigrante polonês Leonard Kaczmarkiewicz adquiriu terras na Serra da Misericórdia, que era, então, uma região rural da Zona da Leopoldina. O proprietário era referido pela população local como "o alemão" e, logo, a área ficou conhecida como "Morro do Alemão". | Na década de 1920, o imigrante polonês Leonard Kaczmarkiewicz adquiriu terras na Serra da Misericórdia, que era, então, uma região rural da Zona da Leopoldina. O proprietário era referido pela população local como "o alemão" e, logo, a área ficou conhecida como "Morro do Alemão". Ainda nos anos 1920, se instalou, na região, o Curtume Carioca e, na sequência, muitas famílias de operários se instalaram nas imediações. A abertura da Avenida Brasil, em 1946, acabou por transformar a região no principal polo industrial da cidade.A ocupação, no entanto, só começou em 9 de dezembro de 1951, quando Leonard dividiu o terreno para vendê-lo em lotes. O comércio e a indústria cresceram e diversificaram-se, e teve seu boom no primeiro governo de Leonel Brizola. | ||
Ainda há áreas de mata e pontos de nascentes de rios que são usados como fonte de água. Boa parte da serra foi destruída devido às pedreiras, muito comuns a partir da metade do século XX. Hoje em dia, tal empreendimento ainda é autorizado, mesmo a Serra da Misericórdia sendo considerada Área de Proteção Ambiental. Na interseção entre o Alemão e a Penha, a francesa Lafarge opera uma pedreira com autorização do INEA, por não atingir os lençóis freáticos da região. | Ainda há áreas de mata e pontos de nascentes de rios que são usados como fonte de água. Boa parte da serra foi destruída devido às pedreiras, muito comuns a partir da metade do século XX. Hoje em dia, tal empreendimento ainda é autorizado, mesmo a Serra da Misericórdia sendo considerada Área de Proteção Ambiental. Na interseção entre o Alemão e a Penha, a francesa Lafarge opera uma pedreira com autorização do INEA, por não atingir os lençóis freáticos da região. | ||
