Mulheres da Paz (projeto/ PRONASCI): mudanças entre as edições

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'''Autora: Vanessa Costa.'''
'''Autora: Vanessa Costa.'''
= O projeto =
<p style="text-align:justify">As mulheres vestidas de branco e lilás andaram pelas vielas das favelas do Rio de Janeiro, pela Baixada Fluminense, por Niterói, São Gonçalo, Macaé e pelas mais diversas ruas, becos, vielas, asfaltos deste Brasil entre os anos de 2008 e 2011. As mulheres vestidas de branco e lilás, que faziam de suas camisas o seu manto, eram as Mulheres da Paz. Conhecida também com as "tias", "madrinhas" do Protejo.&nbsp;</p> <p style="text-align:justify">Na dimensão da cidadania, cultura de paz e combate às violências, O projeto Mulheres da Paz (MPAZ), representou conceitualmente e na prática, as perspectivas dessas expressões e suas propostas, traçadas pelo Ministério da Justiça a partir do ano de 2007. Brasil à fora, nos estados e municípios brasileiros, a “chegada” de novas possibilidades, para pensar cultura de enfrentamento as violências, de gênero, racial, geracional, traduziram-se em ações formuladas pelo Programa Nacional de Segurança com Cidadania (PRONASCI), Lei Nº 11.530, de 24 de Outubro de 2007 e pelo Decreto n° 6.490/2008, que instituiu o projeto Mulheres da Paz, para o Brasil e muito inspirado, “nas mães” do Rio de Janeiro, que perderam seus filhos nas guerras urbanas, das periferias das grandes cidades. “O projeto Mulheres da Paz , capacita mulheres atuantes na comunidade para que se constituam, institucionalmente, como mediadoras sociais. Assim, dá-se o fortalecimento das práticas políticas e socioculturais desenvolvidas por elas a partir do empoderamento feminino. Além disso, constrói-se redes de prevenção da violência doméstica e enfrentamento às violências que compõem a realidade local e que envolvam, jovens e mulheres.”</p>  
<p style="text-align:justify">As mulheres vestidas de branco e lilás andaram pelas vielas das favelas do Rio de Janeiro, pela Baixada Fluminense, por Niterói, São Gonçalo, Macaé e pelas mais diversas ruas, becos, vielas, asfaltos deste Brasil entre os anos de 2008 e 2011. As mulheres vestidas de branco e lilás, que faziam de suas camisas o seu manto, eram as Mulheres da Paz. Conhecida também com as "tias", "madrinhas" do Protejo.&nbsp;</p> <p style="text-align:justify">Na dimensão da cidadania, cultura de paz e combate às violências, O projeto Mulheres da Paz (MPAZ), representou conceitualmente e na prática, as perspectivas dessas expressões e suas propostas, traçadas pelo Ministério da Justiça a partir do ano de 2007. Brasil à fora, nos estados e municípios brasileiros, a “chegada” de novas possibilidades, para pensar cultura de enfrentamento as violências, de gênero, racial, geracional, traduziram-se em ações formuladas pelo Programa Nacional de Segurança com Cidadania (PRONASCI), Lei Nº 11.530, de 24 de Outubro de 2007 e pelo Decreto n° 6.490/2008, que instituiu o projeto Mulheres da Paz, para o Brasil e muito inspirado, “nas mães” do Rio de Janeiro, que perderam seus filhos nas guerras urbanas, das periferias das grandes cidades. “O projeto Mulheres da Paz , capacita mulheres atuantes na comunidade para que se constituam, institucionalmente, como mediadoras sociais. Assim, dá-se o fortalecimento das práticas políticas e socioculturais desenvolvidas por elas a partir do empoderamento feminino. Além disso, constrói-se redes de prevenção da violência doméstica e enfrentamento às violências que compõem a realidade local e que envolvam, jovens e mulheres.”</p>  
Em dezembro de 2008, no Complexo do Alemão, é lançado o projeto Mulheres da Paz. No Estado do Rio de Janeiro o Mulheres da Paz&nbsp;foi executado pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), que tinha por secretária a deputada federal Benedita da Silva. Através da subsecretatria de direitos humanos, da secretaria executiva do Pronasci&nbsp;e da coordenação estadual do Mulheres da Paz, foram definidos os critérios&nbsp;para a&nbsp;escolha das comunidades. Estes critérios passavam pelos índices de violência locais, outro fator seria a pobreza e um terceiro, a presença das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre os anos de 2008 e 2010, haviam oficialmente em 18 Territórios, concentrados na Baixada Fluminense, leste Fluminense e Macaé e na capital nas favelas da Maré, Complexo do Alemão, Providência, Manguinhos, Rocinha, Vila Kenedy, Pavão- Pavãozinho, Cantagalo e Tavares Bastos, totalizando cerca de 2.091 Mulheres da Paz em todas essas comunidades.
Em dezembro de 2008, no Complexo do Alemão, é lançado o projeto Mulheres da Paz. No Estado do Rio de Janeiro o Mulheres da Paz&nbsp;foi executado pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), que tinha por secretária a deputada federal Benedita da Silva. Através da subsecretatria de direitos humanos, da secretaria executiva do Pronasci&nbsp;e da coordenação estadual do Mulheres da Paz, foram definidos os critérios&nbsp;para a&nbsp;escolha das comunidades. Estes critérios passavam pelos índices de violência locais, outro fator seria a pobreza e um terceiro, a presença das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre os anos de 2008 e 2010, haviam oficialmente em 18 Territórios, concentrados na Baixada Fluminense, leste Fluminense e Macaé e na capital nas favelas da Maré, Complexo do Alemão, Providência, Manguinhos, Rocinha, Vila Kenedy, Pavão- Pavãozinho, Cantagalo e Tavares Bastos, totalizando cerca de 2.091 Mulheres da Paz em todas essas comunidades.
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